A China Telecom, o terceiro maior operador móvel da China com 390 milhões de usuários, está prestes a introduzir um cartão SIM baseado em blockchain. Esse avanço permitirá aos usuários transferir ativos e mensagens entre diferentes redes utilizando a tecnologia LayerZero.

O projeto será inicialmente testado em Hong Kong ainda este ano, antes de ser expandido para toda a China.

A iniciativa representa um marco significativo na interseção entre a tecnologia blockchain e a indústria de telecomunicações, prometendo revolucionar a forma como as comunicações móveis e as transações digitais são realizadas.

China e Criptos: Uma Relação Complicada

Essa parceria surge em meio a especulações de que as perspectivas da China em relação às criptomoedas podem estar se tornando mais favoráveis.

Antes, a China adotava uma postura mais restritiva em relação a projetos de blockchain e criptomoedas. Em 2017, o governo chinês proibiu as ofertas iniciais de moedas (ICOs), uma forma de captação de recursos baseada em criptomoedas. Além disso, houve uma repressão às exchanges de criptomoedas, levando ao fechamento de várias delas.

Também houve uma atitude cética em relação às criptomoedas como o Bitcoin, com diversas declarações de autoridades alertando sobre os riscos associados a elas. No entanto, a China estava mais aberta à tecnologia blockchain subjacente e buscava desenvolver aplicações e soluções baseadas nessa tecnologia.

ETF de Criptomoedas e Cartão SIM

Em junho, o HSBC, o maior banco de Hong Kong, anunciou que disponibilizou para seus clientes a possibilidade de comprar e vender ETFs de Bitcoin e Ethereum listados na bolsa de Hong Kong. O HSBC foi o primeiro banco em Hong Kong a disponibilizar esse serviço. Dessa maneira, representando um indicativo claro de uma mudança significativa no posicionamento da China em relação às criptomoedas.

Além disso, a introdução do cartão SIM baseado em blockchain na região é outro exemplo concreto dessa mudança de perspectiva. Dessa maneira, a China passou a reconhecer o potencial da blockchain para transformar setores-chave, como as telecomunicações. Indicando uma postura mais aberta e proativa em relação à inovação financeira e tecnológica.

Conclusão:

A transformação na visão da China sobre criptomoedas e blockchain é notável. A abertura para inovações como o cartão SIM baseado em blockchain e a disponibilização de ETFs pelo HSBC demonstram um novo horizonte de oportunidades. Isso não só impulsiona o desenvolvimento local, mas também reflete uma postura mais proativa em relação à inovação tecnológica. A China está moldando o futuro de seu país e não há dúvidas que isso refletirá no preço e sucesso das criptomoedas.