O Capitual entende a importância do diálogo sobre a diversidade e apoia o Abril Azul

Abril Azul: os impactos do autismo no mercado de trabalho

Capitual Apr 4, 2022

Estamos em um momento particularmente bom para falar sobre inclusão, pois a sociedade civil está cada vez mais aberta e engajada para ouvir sobre esse tema. Diante de tantas causas, o Abril Azul busca chamar a atenção para a conscientização sobre o autismo.

No Capitual, essa discussão tão necessária faz parte da construção da corporação, seguindo uma tendência do mercado de trabalho que espera, cada vez mais, políticas para a inserção de pessoas com necessidades especiais nos quadros de colaboradores das grandes empresas.

O Abril Azul surgiu por conta do Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, celebrado em 02 de abril, com o objetivo de oportunizar o debate sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e seus impactos para a sociedade como um todo.

Não faz muito tempo, mas debater sobre o autismo no mercado de trabalho dividia opiniões: uns acreditavam que os autistas não tinham capacidade ou controle emocional para administrar situações com altos níveis de pressão ou até mesmo que eles não poderiam trabalhar em grupo.

Ainda bem que essas barreiras preconceituosas estão sendo quebradas graças à tecnologia e aos avanços médicos que vem nos mostrando o quão capazes são os autistas.

Dessa forma, um dos objetivos do Abril Azul é proporcionar um ambiente favorável ao desenvolvimento das habilidades dessas pessoas fez surgir novas possibilidades dentro das corporações que vem se conscientizando sobre formas de incentivar e absorver o melhor que esses profissionais podem oferecer.

Além disso, o mercado de trabalho também está se moldando aos cuidadores de autistas, que também precisam de um ambiente mais favorável para conciliar as tarefas diárias do trabalho com os tratamentos e terapias tão necessárias ao desenvolvimento dessas crianças e adolescentes (em alguns casos, até adultos).

Eu sou uma dessas pessoas. Tenho um filho de três anos diagnosticado no espectro desde um aninho e encontrei no home office e no Capitual uma flexibilidade e uma compreensão que me permitem dar o suporte necessário ao meu filho.

Os quebra-cabeças são conhecidos símbolos do autismo e a cor azul representa a calma para os autistas, especialmente em situações emocionalmente complexas

Apesar de estarmos em um momento oportuno para o debate sobre o assunto, é importante termos uma visão realista sobre os autistas no mercado de trabalho. Segundo o IBGE, mais de 85% dos autistas estão fora do mercado de trabalho hoje.

O objetivo inicial desse artigo é dar voz às pessoas que estão nesses contextos dentro do Capitual, mas também informar e inspirar outras empresas, sejam de quais segmentos forem, a terem esse olhar empático sobre os colaboradores com autismo. Confira!


Nesse artigo você vai ver:

  1. Inlcuir autistas no quadro de colaboradores está previsto em lei
  2. Qual a importância da conscientização sobre o autismo?
  3. Autismo e o mercado de trabalho: uma barreira a ser vencida
  4. O Capitual está aberto ao diálogo sobre o autismo e apoia o Abril Azul
  5. Empatia: base das relações trabalhistas entre cuidadores de autistas e as empresas
  6. Como adaptar os ambientes de trabalho para autistas?

Incluir autistas no quadro de colaboradores está previsto em lei

Falando da parte prática do assunto, a inclusão de um autista no mercado de trabalho é garantida pela Lei 12.764, de 2012 – também conhecida como Lei Berenice Piana.

Para que fique bem claro: o Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um distúrbio neurológico que se apresenta de diversas formas: na comunicação, comportamento e interação social. Além disso, o autista apresentar ou não alguma deficiência intelectual.

O Abril Azul tem fundamental importância no debate e disseminação de informações sobre essas características para que esses mitos capacitistas de que o autista não tem capacidade sejam derrubados.

Uma curiosidade: para os autistas, o azul tem efeito estimulante da calma. Nesse caso, o azul é usado para ajudar a criança quando há, por exemplo, uma carga sensorial maior do que a que ele está acostumado a lidar.

Além disso, os quebra-cabeças são um dos símbolos do autismo pela ideia de que eles são difíceis de compreender, mas para dar um novo sentido a esse ícone, prefiro dizer que os autistas têm muito a contribuir para a sociedade como um todo, sendo peças fundamentais.

Qual a importância da conscientização sobre o  autismo?

Existem pessoas que dizem que os autistas são a evolução da espécie humana, pela percepção de mundo que eles têm, pelo hiperfoco em diversas áreas que fazem com que eles alcancem a excelência em várias áreas de atuação.

Contudo, muitos ainda veem como uma deficiência, por isso, é de extrema importância entender que o transtorno atinge mais de 70 milhões de pessoas no mundo, munindo as pessoas de informações sobre como conviver com portadores do espectro autista, de forma respeitosa com oportunidades e equidade de direitos.

Um mês totalmente dedicado à disseminação de informações sobre o espectro, faz com que os autistas tenham lugar de destaque na sociedade, trazendo às mais diversas esferas o debate sobre o tema.

Autismo e o mercado de trabalho: uma barreira a ser vencida

A questão da configuração do mercado de trabalho para autistas deve ser olhada por dois prismas principais: o primeiro é a inserção e oferta de vagas para eles, respeitando as necessidades especiais que têm; e o segundo é a relação dos cuidadores de autistas que estão inseridos nas companhias e como deve ser a abordagem a esses profissionais.

No primeiro caso, as organizações precisam fazer um estudo interno e avaliar quais das suas vagas disponíveis podem ser direcionadas para o público autista, avaliando as necessidades técnicas e oferta de uma estrutura que viabilize o desenvolvimento desse colaborador.

Por exemplo, a grande maioria dos autistas tem dificuldades com ambientes barulhentos e caóticos. Sabendo disso, existe alguma vaga home office na organização? Se sim, estimule que ela seja direcionada para autistas.

Esse foi só um pequeno exemplo das muitas ações que podem significar muito na dignidade e qualidade de vida dos autistas no momento de se colocar no mercado de trabalho.

Além disso, é dever da contratante oferecer suporte dentro de cada realidade, já que os autistas estão classificados por níveis de acometimento.

No que diz respeito aos cuidadores, a situação também precisa ser tratada com empatia, já que as rotinas dos autistas, especialmente crianças, precisam ser bem estruturadas.

Isso quer dizer que é completamente necessário que a empresa mostre que está tudo bem oferecer flexibilidade, seja de horários diários e folgas, por exemplo.

O Capitual está aberto ao diálogo sobre o autismo e apoia o Abril Azul

Aqui, no Capitual, o time desenvolve suas tarefas em home office, e desde o primeiro momento, os líderes deixam bem clara a flexibilização de horários.

O que para nós, cuidadores de autistas, é primordial em nossas rotinas com as crianças.

Outra coisa que dá uma tranquilidade para nós, é quando acontece uma reunião online e os pequenos ficam mais agitados, há uma grande empatia do time em entender e acolher aquele momento.

Como comentei no início do artigo, meu filho está no espectro e eu encontrei muita compreensão no time Capitual. Isso é emocionante, pois queremos mostrar todo nosso comprometimento com a empresa, mas, ao mesmo tempo, temos que nos dividir em rotinas diferentes das dos demais colaboradores.

Ter uma empresa que enxerga isso faz toda a diferença.

Cuidadores de autistas precisam de uma dose extra de empatia por parte dos contratantes

Empatia: base das relações trabalhistas entre cuidadores de autistas e as empresas

Durante a construção desse texto, conheci dois colegas no Capitual que estão na mesma condição que eu: a Érika Barboza e o Renato Guerato. Ambos têm filhos no espectro e pudemos trocar “algumas figurinhas” sobre o tema.

“Me perguntaram: ‘Erika, você já reparou que o seu filho anda na ponta do pé?’ E eu nunca tinha notado nenhuma diferença. Num primeiro momento, entrei em negação, me preocupei com o futuro dele, com o preconceito que ele sofreria. Foi um momento de adaptação para mim e para ele”, contou Erika, gerente de Suporte do Capitual e mãe do Dylan, de quase cinco anos.

Sem o home office fica praticamente impossível acompanhar meu filho em tudo que ele precisa. Quando eu comecei o processo de diagnóstico, eu trabalhava em outra empresa e era presencial. Isso tornava inviável que eu acompanhasse ele nas consultas que ele precisava. Eu também não conseguia estimular ele em casa, pois na terapia a psicóloga me passava muitas recomendações de como agir em algumas situações atípicas. E eu, sendo a única que estava inserida nesse processo, era a única que fazia essas intervenções. Entrar no Capitual mudou nossa vida, pois em casa, eu consigo ter minha fonte de renda e consigo estar ao lado do meu filho”, comentou.

A jornada de pais que lidam diariamente com o autismo pode ser bastante solitária, então, empresas que oferecem esse suporte, infelizmente, ainda são poucas.

Por esse motivo, organizações como o Capitual que estão abertas a esse debate e que oferecem suporte a essas famílias, estimulam os colaboradores a serem altamente engajados e comprometidos com os processos internos.

É criado um ciclo virtuoso.

Renato Guerato vive uma situação ainda mais especial, pois tem dois filhos no espectro (a Sophie e o Sebastian) e ele também tem diagnóstico de TDAH e dislexia. “Ser pai de TEA é um misto de sentimentos e desafios diários, pois ao mesmo tempo que com a menor quebra de rotina pode se tornar um furacão, a cada novo obstáculo vencido é uma sensação de vencer a Copa do Mundo”, comentou ele de forma descontraída.

“A Sophie tem seis anos e grau leve de autismo. Já o Sebastian, de quatro anos, está enquadrado em nível classificado como moderado a severo. Essas duas condições são bem difíceis de administrar no dia a dia, pois cada um tem uma necessidade diferente. Acredito que atualmente por estar trabalhando em home office consigo acompanhar e dar um suporte melhor a meus filhos por estar mais próximo, pois se estivesse trabalhando de forma tradicional com certeza seria muito mais cansativo e desgastante toda a rotina para minha esposa e consequentemente para mim” compartilhou Renato.

Oferecer empatia para os cuidadores de autistas pode mudar a realidade dessas crianças em formação. É um compromisso social que as organizações precisam abraçar. Estes são só alguns casos, dentro do ambiente do Capitual, que mostram o quanto esse suporte pode mudar vidas.

Como adaptar os ambientes de trabalho para autistas?

Falando sobre a inserção dos autistas no mercado de trabalho novamente, é importante dizer que empregá-los (caso de forma presencial) requer adaptação do local e a metodologia de trabalho para minimizar as dificuldades que podem aparecer pelos caminhos desses profissionais.

Os líderes devem preparar a equipe para receber o novo e especial profissional. É preciso oferecer informações que facilitem a convivência com Transtorno do Espectro Autista, e incentivar o respeito às possíveis situações de isolamento e dificuldade de expressão.

Aproveitar as potencialidades do profissional autista, especialmente a capacidade de alta concentração, é uma forma de estimular e preparar esse ambiente para ele.

Veja alguns exemplos:

  • Autistas têm maior facilidade com situações lógicas e matemáticas, pois tendem a organizar seus pensamentos dessa forma;
  • Eles possuem facilidade para tarefas mais visuais, como a criação de apresentações;
  • Demande atividades que tenham uma certa repetição e que respeitem métodos, pois isso vai de encontro com a questão da rotina, fundamental para os autistas;
  • Estabeleça regras claras, padrões de comportamento e normas para a realização das atividades diárias.

O Capitual é uma empresa que busca diariamente fomentar relações respeitosas entre seus colaboradores, estimulando a flexibilização de horários, de folgas e o diálogo sobre a diversidade, estando comprometida com a inclusão de pessoas com necessidades especiais em seu quadro de colaboradores.


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O Conteúdo deste Blog está disponível para fins meramente informativos e educacionais. Os artigos postados não constituem e não devem ser encarados, em nenhuma hipótese, como qualquer aconselhamento ou recomendação de investimento, tampouco como garantia de resultados ou rentabilidades em investimentos de qualquer natureza.

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Joanna Medeiros

Jornalista, produtora de conteúdo digital, MBA em Marketing e Comunicação. Acompanhando o mercado financeiro mudar através dos "olhos" da Capitual.