Outra vez proibições governamentais se mostraram ineficientes contra criptomoedas. O país da vez é a Nigéria, cujo banco central, há três meses, tomou a decisão de restringir as instituições financeiras de lidar com qualquer coisa relacionada à criptomoedas.

Dados recentes indicam que a negociação P2P na Nigéria explodiu desde então, aumentando 27% desde que as restrições foram introduzidas pelo banco central do país.

A Nigéria é o maior mercado da Paxful e o maior mercado P2P na África Subsaariana. O entusiasmo com que os jovens do país aderiram a criptomoedas fez com que a Nigéria fosse conhecida como a Nação Bitcoin da África, com seus volumes de negociação registrando recordes antes da proibição.

A instabilidade da moeda da Nigéria, o naira, é talvez o fator chave para compreender o crescimento das criptomoedas na região. Além disso, o país conta com um grande número de pessoas desbancarizadas, mas que possuem smartphones, tornando-se elegíveis para serem incluídas no sistema financeiro por meio de criptomoedas.