Apesar do banimento, mineração de Bitcoin chinesa ainda corresponde por 21% da hashrate

Português May 20, 2022

A rede do Bitcoin tem mostrado extrema resiliência. Uma recente pesquisa realizada pela Cambridge Digital Assets Program mostrou que a China segue sendo um importante centro de mineração de Bitcoin, com mineradores secretos respondendo por mais de um quinto da taxa de hash da rede.

Em junho de 2021, o governo chinês determinou a proibição da atividade de mineração de Bitcoin em todo o país. Em setembro de 2020, os mineradores chineses eram responsáveis por cerca de 67% de toda a atividade da rede.

Desde a proibição, as autoridades locais passaram a reprimir fortemente os mineradores de Bitcoin fazendo com que o hashrate da rede despencasse. Contudo, em pouco tempo, à medida deixou de ter tanta influência sobre a rede, e as mineradoras rapidamente se adaptaram a nova realidade seja mudando de jurisdição ou tornando a operação secreta. Os níveis voltaram à época pré-banimento em dezembro e, em fevereiro deste ano, estabeleceram uma alta histórica de 248,11 EH/s.

Segundo o relatório da Cambridge Digital Assets Program uma parcela considerável dos mineradores chineses de Bitcoin encontrou maneiras de se adaptar à proibição, usando serviços de proxy estrangeiros para ocultar a atividade e seguir atuando sem ter que deixar o país.

Embora fosse o ideal fosse uma mudança de postura por parte do governo chinês, compreendendo a importância global do Bitcoin e tornando a jurisdição amigável à atividade de mineração, podemos ver nos dados do relatório a natureza antifragil, extremamente resiliente, da rede do Bitcoin.

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Morel Hernandes

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