Ao conquistar os holofotes depois de renovar diversas vezes sua máxima histórica, o Bitcoin acabou atraindo também críticos ferrenhos. Entre eles, está um grupo inesperado: ativistas ambientais. Segundo eles, a criptomoedas danifica o ambiente por aumentar a demanda de energia e, consequentemente, gerar grandes emissões de carbono para manter a rede.

A Necessidade da mineração

A fim de "minerar" Bitcoin, computadores - geralmente especializados - são conectados à rede de criptomoedas. Eles têm a função de verificar as transações feitas por pessoas que enviam ou recebem Bitcoins. Esse processo envolve a solução de quebra-cabeças que, embora não sejam parte integrante da verificação dos movimentos da moeda, são um obstáculo para garantir que ninguém edite de forma fraudulenta o registro global de todas as transações. Como recompensa, os mineiradores recebem pequenas quantias de Bitcoin no que muitas vezes é comparado a uma loteria.

Energia para abastecer a Argentina

O principal argumento contra o Bitcoin e o sistema de mineração está centralizado no desperdício de energia. De fato, o Bitcoin usa uma quantidade assustadora para manter sua rede segura e fluída, segundo pesquisas, o valor equivale à mesma quantidade energética necessária para manter o país da Argentina.

Perspectiva mais realista

De um lado, os ativistas não estão tão errados, mas falham em perceber que o Bitcoin não é algo supérfluo, e sim um sistema alternativo que acaba por ser mais econômico do que o sistema bancário tradicional.

Quando comparamos os dois, vemos que o Bitcoin é quase 10 vezes mais econômico do que o sistema financeiro do qual estamos acostumados – e isso realmente é interessante, pois muitas industrias consideram os bancos tradicionais como um dos setores mais sustentáveis em termos de consumo consciente – portanto, podemos concluir que o Bitcoin é mais sustentável e eficiente que um dos setores mais sustentáveis que há.

Outro ponto importante é que uma pesquisa recente apresentou dados sobre a origem da energia que sustenta a rede do Bitcoin. Segundo a pesquisa, mais de 75% da rede é sustentada por energia renovável. Diante desse fato percebemos que os mineradores possuem alto interesse e dedicação em manter o ambiente sustentável e atuam de maneira benéfica para o mundo financiando direta ou indiretamente o mercado de energia sustentável, estimulando pesquisas e desenvolvimento na área.