A imagem que ilustra este post se trata de mais uma previsão acertada do profético seriado americano Os Simpsons, de grande popularidade no Brasil.

E dessa vez não é fake news: as novas notas de 200 reais vêm aí, ainda neste mês, para compor a família do Real, que, desde 2010, conta com notas de 2, 5, 10, 20, 50 e 100.

O animal escolhido para ilustrar o verso da nota é o lobo guará, seguindo a tradição existente desde 1994 de representar animais da fauna brasileira.

Entre diversos contextos e administrações, poucos movimentos deixaram tão clara a desvalorização da moeda de 26 anos de idade. Há de se equiparar o movimento deste mês, de lançamento de uma nova nota, com a extinção das notas de 1 real, em 2005.

Não é difícil compreender o motivo de tais mudanças: à medida que a moeda perde valor, é esperado que se busque cada vez menos as cédulas de menor valor e haja necessidade de se manter cada vez mais cédulas de maior valor. Este tipo de abordagem é sempre evitada, entre diversos fatores técnicos e econômicos, mas também devido ao efeito psicológico que é produzido no mercado nacional e internacional, de que o poder de compra de quem mantém tal moeda está se perdendo.

Inflação e desvalorização cambial nunca fizeram tanto parte de conversas corriqueiras entre brasileiros quanto atualmente, sobretudo em uma ida ao supermercado. "Com R$ 50, fazia-se uma compra de mês", ouve-se. "Hoje em dia, não compra nada."

O brasileiro busca ainda formas de proteger seu patrimônio de tal desvalorização, e muitos buscam aplicações em bolsas ou mesmo manter valores em moeda estrangeira. No Capitual, é possível armazenar fundos em moedas estrangeiras e também em ouro, uma opção considerada segura para manter seus fundos a longo prazo.

Ao contrário do padrão inflacionário das moedas fiduciárias, o Bitcoin segue o caminho reverso: como não há entidade governamental ou empresa por trás, capaz de imprimir mais bitcoins como bem entender, o que causaria sua desvalorização, há um limite fixo que tende a 21 milhões de unidades que poderá ser minerada. A partir de então, nenhum bitcoin poderá ser gerado, a mais. E se levarmos em consideração que, no decorrer do tempo, unidades de bitcoins são perdidas, seja por perda de chaves privadas, seja por óbito do proprietário, vemos que o Bitcoin, assim como o ouro, tende à escassez, o que nos permite apostar que, principalmente no longo prazo, o valor de um bitcoin tende a subir, e não a se desvalorizar dia após dia, como é o caso do Real.

Jamais será necessário criar atalhos para acessar valores maiores de Bitcoin, como é o caso da nota de 200 reais. Pelo contrário, a tendência é que, cada vez, mais, os chamados "satoshis", a menor unidade de bitcoin (1 satoshi = 0.00000001 BTC), sejam utilizados. Quantas moedas de centavos de real você possui em sua carteira, hoje?