Em um alerta severo, o Banco Central Europeu (BCE) disse em um relatório publicado hoje que os governos que optarem por não introduzir moedas digitais do banco central (CBDCs) podem enfrentar ameaças a seus sistemas financeiros e autonomia monetária.

CBDCs são versões digitais de moedas fiduciárias, que, no caso da União Europeia, seriam uma versão digital de sua moeda, o euro. Eles são semelhantes a stablecoins, que são indexados a uma proporção de 1: 1 com uma moeda fiduciária específica.

O relatório, denominado O papel internacional do euro, afirma que o risco de não se introduzir um CBDC vem das preocupações de "gigantes estrangeiros da tecnologia ofereçam suas moedas no futuro". O que parece ser um alerta sobre a Diem, associação da qual o Facebook é o principal patrocinador. No mês passado, a direção do projeto disse que uma versão piloto de sua moeda digital, um stablecoin, está a caminho.

Os governos costumam estar interessados ​​em lançar CBDCs porque as moedas fiduciárias digitais facilitam a análise das transações financeiras e tornam a emissão de dinheiro mais barato em tempos de crise.

Ao contrário das criptomoedas, os CBDCs normalmente não se destinam a estar em um blockchain descentralizado, uma vez que o banco central buscaria manter uma autoridade clara sobre o ativo. O BCE ainda não se decidiu sobre a escolha da tecnologia subjacente.

Analistas no entanto acreditam que assim como o yuan digital chinês, o euro digital do BCE visa, em última instância, rastrear os usuários. Isso vai contra o espírito fundamental das criptomoedas, que, em sua essência, tentam liberar o dinheiro do controle do Estado.