O Banco Central Europeu elevou sua perspectiva de crescimento e inflação, mas prometeu manter os estímulos, por receios de que qualquer recuo desacelere a recuperação econômica.

Christine Lagarde, a presidente do BCE, disse que as autoridades concordaram em fazer novas compras de emergência durante o próximo trimestre “em um ritmo significativamente maior” do que durante os primeiros meses do ano.

“Faremos isso nos próximos três meses de acordo com as condições do mercado, que incluem claramente a sazonalidade”, disse Lagarde.

Também era esperado um aumento nas principais previsões econômicas do BCE para a economia da zona do euro, à medida que as campanhas de vacinação aceleram e aumentam a perspectiva de que o enorme setor de serviços volte a funcionar conforme as medidas de contenção da pandemia diminuem.

A previsão de crescimento da economia subiu para 4,6% neste ano e 4,7% no próximo. A previsão da inflação subiu para 1,9% este ano e 1,5% no próximo.

Ainda que pareçam ser por uma boa causa, os constantes estímulos governamentais voltados para a recuperação da economia continuam a aumentar os níveis de inflação em diversas partes do mundo. Não suficiente, os mercados estão se acostumando e criando uma dependência destes estímulos, que diluem a o valor dos poupadores.