Muitos políticos e investidores argumentam que as criptomoedas são um grande risco para a sociedade por serem usadas por criminosos em processos de evasão fiscal e lavagem de dinheiro, principalmente por conta da falta de fiscalização, que supostamente acontece no sistema financeiro tradicional. Contudo, essa semana, um vazamento apontou que alguns dos maiores bancos do mundo estão envolvidos em esquema de lavagem de dinheior de mais de 2 trilhões de dólares, o equivalente a mais de 10x o tamanho de mercado do Bitcoin.

Mais de 2.100 relatórios de atividades suspeitas (SARs) que somam uma quantia superior a US$ 2 trilhões em transações foram entregues anonimamente ao BuzzFeed News e compartilhadas com o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ).

Esses relatórios, e mais de 17.600 outros registros obtidos pelo ICIJ, supostamente mostram como funcionários bancários seniores permitiam que fraudadores movimentassem dinheiro entre contas sabendo que os fundos estavam sendo gerados ou usados ​​criminalmente.

Cinco bancos globais foram citados na investigação: JPMorgan Chase, HSBC, Standard Chartered, Deutsche Bank e Bank of New York Mellon.

Cobrindo transações entre 1999 e 2017, os SARs vazaram da Rede de Investigação de Crimes Financeiros dos Estados Unidos (FinCEN), uma agência que faz parte do Tesouro dos Estados Unidos e tem a missão de combater a lavagem de dinheiro.

Duas semanas atrás, o FinCEN avisou que as organizações de mídia estavam se preparando para publicar uma história sobre documentos que foram obtidos ilegalmente, antes da semana passada anunciar que estava buscando comentários públicos sobre como melhorar o sistema de combate à lavagem de dinheiro nos EUA.

Diante do escandalo, as bolsas globais foram drásticamente afetadas, resultando em uma queda acentuada em todo o mundo e uma queda profunda nas ações das instituições envolvidas.