Um dos principais índice usados para medir a inflação no país, o IGP-M (índice geral de preços - mercado), disparou 12,58% nos últimos doze meses acompanhando a alta do dólar.

A nova política monetária do país, que busca manter os juros baixos e em um momento onde o consumo supostamente estava reduzido, desvaloriza a moeda local fazendo com que o ambiente seja perfeito para exportar, mas péssimo para consumir.

Muitos dos produtos que fazem parte da cesta de consumo dos brasileiros sofreram alterações exageradamente altas. O valor do arroz, que antes da pandemia custava R$ 8, agora já é encontrado por R$ 30 nas prateleiras dos mercados.

De acordo com Mauro Rochlin, economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o grande vilão é o dólar. "A questão do cambio é fundamental", diz o professor, explicando que a valorização da moeda americana afeta diretamente as commodities, que são os produtos vendidos internacionalmente. "As commodities têm como referência o dólar. Isso explica não só o preço do arroz, como também dos derivados de soja e outros produtos", acrescenta.

No momento, todos os Bancos Centrais parecem estar tomando atitudes mal pensadas, seja adquirindo mais dívidas, injetando mais dinheiro no mercado ou mantendo os juros excessivamente baixos. Em todos os casos, não parece haver sequer um governo preocupado com os investidores ou poupadores, que veem seu poder de compra despencar. Mais do que nunca, os investidores devem buscar por ativos deflacionários, como o ouro ou o Bitcoin para protegerem seu poder de compra no longo prazo.