Vamos conhecer as razões que fazem da Chainlink (LINK) uma das ferramentas mais importantes da criptoeconomia atual.

Chainlink (LINK) - O que é? Como funciona? Vale a pena investir?

CapExplain Apr 29, 2022

Do latim oraculum, a palavra oráculo faz referência ao verbo orare (falar). Na Grécia e Roma antigas, as pessoas recorriam aos oráculos para buscar respostas dos deuses, informações divinas através de seus intermediários humanos.

A depender da sua crença, a comunicação metafísica no mundo da mitologia pode parecer apenas um produto do imaginário histórico. Porém, no mundo das criptomoedas, os oráculos encontram uma função real, unindo dois mundos essencialmente antagônicos.

Vamos entender como a Chainlink (LINK) cria a ponte entre os dados do mundo externo e a tecnologia blockchain, seus principais fundamentos, características e as razões pelas quais é considerada uma das ferramentas mais importantes da criptoeconomia atual.


Neste artigo você vai aprender:

  1. O que é a Chainlink?
  2. Como surgiu a Chainlink?
  3. Para que serve a Chainlink?
  4. Como funciona a Chainlink?
  5. Afinal, vale a pena investir na Chainlink (LINK)?

A Chainlink (LINK) é uma rede descentralizada de oráculos executados em diferentes blockchains, atuando como fontes de dados independentes, third parties, com o objetivo de conectar contratos inteligentes on-chain com os dados do mundo off-chain (e vice-versa) - sejam eles pertencentes a organizações de diversos segmentos ou a pessoas físicas comuns.

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Por isso, a rede é descrita como uma middleware on-chain, possibilitando a aplicabilidade de modelos de negócios e casos de uso convencionais, ao arcabouço de soluções tecnológicas da blockchain.

Entenda melhor em: Blockchain: entenda a tecnologia de segurança dos dados financeiros

Dados das transações de organizações financeiras como PayPal, Mastercard, ou Visa, por exemplo, já são transmitidos, validados e registrados de forma segura e confiável com o auxílio da tecnologia da Chainlink.

“Conectando seus contratos inteligentes às entradas e saídas necessárias” (imagem: blog.chain.link)

Operações seguras e invioláveis através mecanismos como TEE (Trust Executed Environments), que protege e mantém o sigilo dos dados - acessados apenas por seus proprietários - representam uma alternativa mais ágil e econômica aos métodos tradicionais, ao mesmo passo que elimina totalmente o risco de contraparte.

A Chainlink é, portanto, a solução para que o sistema financeiro atual e diversos outros segmentos da economia global, integrem as suas informações já existentes em um sistema pautado na pura inteligência artificial da criptografia, permitindo o gerenciamento de dados a partir de dispositivos automaticamente executáveis.

Em setembro de 2014, um desenvolvedor de softwares financeiros e atual CEO da Chainlink, o russo Sergey Nazarov, fundou a FinTech Smart Contracts, em São Francisco (CA) - uma empresa que já desempenhava a integração dos dados externos com os contratos inteligentes, mesmo que ainda de forma centralizada.

Reprodução: Sergey Nazarov (imagem: Web3/YouTube)

Em setembro de 2017, o projeto foi reformulado para dar início à rede de oráculos da Chainlink, tendo como ponto de partida uma Oferta Inicial de Moedas, Initial Coin Offering (ICO), realizada como forma de capitalização de recursos financeiros, em que o usuário adquire o token LINK e o dinheiro faturado é reinvestido para financiar o projeto.

32 milhões de dólares foram arrecadados na venda de 35% do supply total de 1 bilhão de LINKs, enquanto os outros 35% foram destinados ao time de desenvolvedores e os 30% restantes foram bloqueados para a criação de novos incentivos da rede.

Na época de seu lançamento, o valor da unidade monetária da LINK foi comprada pelos investidores por 19 centavos de dólar. Hoje, a criptomoeda está entre as 30 maiores do mercado em marketcap, atingindo a máxima histórica de 52 dólares em maio de 2021, dois anos após a rede Chainlink ir ao ar oficialmente na rede Ethereum, em junho de 2019.

A proposta primária da Chainlink é solucionar os problemas de interoperabilidade na comunicação entre as blockchains e o mundo exterior. No mundo das finanças descentralizadas (DeFi), isso era praticamente inviável antes do surgimento da rede de oráculos.

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Como sabemos, a blockchain é uma base de dados descentralizada naturalmente fechada, que não permite uma correspondência direta com as informações off-chain, evitando a vulnerabilidade para garantir a sua segurança, confiança e descentralização.

Com o crescente interesse das instituições pela implementação da tecnologia aos seus modelos operacionais, a necessidade de um agente intermediário nessa relação criou o ambiente propício para que o protocolo ganhasse lugar de destaque na nova economia.

Todas as operações da rede passam por esse intermediário centralizado, que constitui a ponte entre os dois mundos, viabilizando uma comunicação rápida e segura, de modo a otimizar os processos envolvidos.

AAVE, Synthetix, Yearn Finance, Celsius, Matic, Zilliqa e Polkadot são alguns dos principais grandes projetos do ecossistema das finanças descentralizadas que se utilizam dos oráculos da Chainlink.

O protocolo de liquidez de derivativos Synthetix (SNX), por exemplo, utiliza o feed de preços fornecido pela rede para viabilizar a emissão de tokens colateralizados a ativos do “mundo real”, como criptomoedas,índices, ações, commodities ou qualquer outro ativo de qualquer outro mercado.

“Synthetix usa Chainlink Price Feed como o alvo para vários ativos sintéticos” (imagem: blog.chain.link)

Da mesma forma, gigantes da tecnologia como a Google, grandes bancos como o HSBC, além da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) e da plataforma SWIFT, também já incorporaram as soluções oferecidas pela rede de oráculos da Chainlink em alguns de seus processos.

A SWIFT é responsável pelo controle de transações interbancárias e liberações de grandes remessas a nível global, sendo líder mundial no fornecimento e transmissão de dados financeiros. O uso da tecnologia da Chainlink permite reduzir os riscos e os custos envolvidos nessas operações.

"Um vínculo de contrato inteligente usando oráculos Chainlink e o padrão ISO20022 da SWIFT" (imagem: blog.chain.link)

A Chainlink fornece as informações para as blockchain através de um sistema de recompensas concedidas aos usuários (nodes) com boa reputação na rede, responsáveis por estabelecer os parâmetros do contrato inteligente, definindo os requisitos dos dados para a criação de uma ordem correspondente (Order-Matching).

A partir da ordem executada pelo usuário, os dados coletados são processados ​​pelos oráculos e enviados de volta aos contratos em execução, que agregam as informações e avaliam a validade de cada uma.

“Os vários componentes da rede oráculo da Chainlink” (imagem: blog.chain.link)

Caso a solicitação seja aceita, o processo é concluído e o usuário é recompensado. Quanto mais assertivos forem os dados colhidos, registrados e transmitidos pelo usuário, maior será a pontuação de reputação e a recompensa atribuída a cada um.

Esses elementos configuram um sistema autossustentável, criando um cenário no qual a ação coordenada das partes garante o equilíbrio entre os incentivos e a qualidade dos dados, proporcionalmente delimitados segundo as regras pré estabelecidas no protocolo.

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Toda essa infraestrutura que permite as validações e registros descentralizados dos dados, é impulsionada pela criptomoeda de incentivo da rede, a LINK. O token roda na blockchain da Ethereum no formato ERC - 677, com funcionalidade padrão dos tokens ERC20.

Além disso, diversos softwares e hardwares são necessários para criar a dinâmica. Geralmente, os dispositivos de tipo LoT são usados para se comunicar com aplicativos em ambientes blockchain através da internet. Já os softwares cumprem a função de comunicação com feeds de dados ou interfaces de programação de aplicativos (APIs) baseados em web.

O token LINK apresentou uma ascensão meteórica no segundo ano após o seu lançamento, com valorizações de mais de 700%. No entanto, isso não significa que o ativo não esteja exposto às oscilações típicas do mercado de criptomoedas.

Da mesma forma que a alta ditou o movimento de preço da criptomoeda a partir de setembro de 2020, mantendo a sua tendência ascendente até explodir na primeira metade de 2021, a linha de baixa posterior a esse período que se formou, demonstra uma notável desvalorização de lá pra cá.

Gráfico do par LINK/USD, 1D - Binance (Imagem: tradingview.com)

A desvalorização do ativo pode ser entendida de duas formas básicas: 1) Indício de tendência de baixa futura. 2) Oportunidade de entrada na baixa e realização de lucro em uma alta futura.

Qual das duas possibilidades é a correta? A resposta para essa pergunta não pode ser dada com objetividade.

Neste artigo você aprendeu os principais pontos que fazem com que a Chainlink (LINK) seja considerada um dos projetos mais importantes da criptoeconomia atual.

Cabe ao bom investidor, portanto, se valer de informações como essas para criar fundamentos que sustentem a sua decisão, tanto nesta como em qualquer outra possibilidade de investimento.

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A análise sobre os fundamentos de um projeto é melhor aproveitada quando alinhada a outros critérios a serem considerados, como os que podem ser obtidos a partir da Análise Técnica (TA).

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Em suma, fazer a sua própria pesquisa, observar o máximo de dados possível e fazer uso do próprio discernimento em sua análise, cria o ambiente ideal para decidir por conta própria se vale a pena ou não investir o seu dinheiro em determinado ativo.

Os investidores que desejam permanecer atentos às etapas do desenvolvimento da Chainlink podem acompanhar o seu rastreador oficial de projetos para ficar por dentro das atualizações.

Informações Técnicas (Dados de 29/2022)

Moeda: Chainlink
Código: LINK
Data de lançamento: 06/2019
Valor total em circulação: 1B LINK
Valor atual em circulação: 470M LINK
Capitalização de mercado: $5,96B
Comunidade: Discord
Site oficial: chain.link


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O Conteúdo deste Blog está disponível para fins meramente informativos e educacionais. Os artigos postados não constituem e não devem ser encarados, em nenhuma hipótese, como qualquer aconselhamento ou recomendação de investimento, tampouco como garantia de resultados ou rentabilidades em investimentos de qualquer natureza.

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Ailton Filho

Professor, content producer, executive MBA in marketing, technologies and digital business. Politics, philosophy and finances • Living the cryptoeconomic revolution.