A China afirmou na quinta-feira (6) que irá cortar pela metade tarifas adicionais aplicadas a mais de mil produtos dos Estados Unidos no ano passado, após a assinatura da Fase 1 do acordo que garantiu uma trégua na guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo. Ainda que o anúncio retribua ao compromisso dos EUA segundo o acordo, a ação também tem sido interpretada por analistas como um meio de Pequim para ampliar a confiança devido ao surto do coronavírus que afetou as empresas e o sentimento do mercado.

Existe também uma perspectiva levantada na mídia local de que Pequim pode invocar uma cláusula relacionada a desastres no acordo comercial, o que pode permitir que evite repercussões mesmo se não conseguir cumprir totalmente o objetivo de compras de produtos dos EUA e serviços para 2020.

Segundo afirmação dada pelo Ministério das Finanças da China, as tarifas adicionais aplicadas sobre alguns produtos serão cortadas de 10% para 5% e outras de 5% para 2,5% a partir de 14 de fevereiro.