Ainda que tenha finalizado a primeira fase do acordo comercial com os Estados Unidos, o governo chinês voltou a encontrar grandes problemas comerciais. Desta vez, com a Alemanha, que ameaça deixar a empresa de lado no leilão de frequências do 5G.

Até pouco tempo atrás, a Huawei era uma das favoritas a integrar o serviço de 5G no país e no resto do continente. Entretanto, a oposição à atual primeira-ministra, Angela Merkel, começou a repensar a inclusão dos chineses por causa dos supostos perigos à privacidade gerados pela fabricante, visto que os EUA vem acusando a marca de atuar como uma espiã governamental e esforçando-se para banir suas empresas de comercializar com a Huawei.

Diante desse cenário, a China não está disposta a aguardar uma decisão e já emitiu uma advertência ameaçando banir montadoras alemãs do país caso o 5G da fabricante seja proibido. "Se a Alemanha tomar uma decisão que leve à exclusão da Huawei do mercado alemão, teremos consequências. O governo chines não ficará parado", afirmou o embaixador chinês no país, Wu Ken. Dentre as montadoras: Volkswagen, Audi, BMW e Porsche são só algumas das marcas que seriam afetadas.

Dados interessantes:

  • A China é o maior parceiro comercial da Alemanha, com 200 bilhões de euros em comércio bilateral;
  • Li Shufu, bilionário chinês, é o maior acionista individual da Daimler
    AG, com uma fatia de 9.7% da montadora;
  • 34% das vendas globais da VW ocorreram na China durante janeiro e novembro.