Muitas pessoas acreditam que as criptomoedas são menos confiáveis pois não possuem lastro e deixam de investir por esse motivo. Confira como é garantida a segurança dos seus investimentos.

Como é medido o lastro de uma criptomoeda?

CapExplain May 27, 2022

Um dos motivos que pode justificar a insegurança das pessoas sobre os investimentos em criptomoedas são o lastro e a volatilidade desse tipo de ativo.

De fato, diferente das moedas fiduciárias que têm como lastro a própria economia e as riquezas de um país como garantias, as moedas virtuais não funcionam dessa maneira, mas nem por isso deixam de ser confiáveis.

Lastro é uma palavra que carrega constrói sua significação em uma série de mecanismos usados para conferir garantia, mesmo que implícita, para um tipo de ativo, seja físico ou virtual.

Normalmente, as moedas de grande parte dos países do mundo têm lastro em ouro, um metal precioso cujo preço é estável (só se valoriza). Já as criptomoedas, em geral, não têm lastro, pois circulam no ambiente virtual.

Apesar de estarem no ambiente virtual, não quer dizer que as criptomoedas não sejam confiáveis. Assim como ações de uma empresa, são um investimento de risco mas que, se feito com a devida pesquisa, de acordo com seu perfil e objetivos, podem ser bastante rentáveis.

Entendemos a necessidade de mostrar como o lastro impacta na credibilidade de um ativo e na sua tomada de decisão. Portanto, trouxemos neste artigo informações importantes para que você possa ter confiança em seus investimentos em criptomoedas. Confira!

Nesse artigo você encontra:

  1. Entendendo o conceito de lastro
  2. Como saber se uma criptomoeda é segura?
  3. Como se explica a volatilidade das criptomoedas?
  4. Qual o papel das CBDCs neste contexto?
  5. Qual é o futuro das criptomoedas?

Entendendo o conceito de lastro

Para que avancemos na representatividade do lastro no mercado de criptoativos, precisamos dar um passo atrás e lembrar da função literal da palavra.

Há algumas centenas de anos, lastro era um objeto usado para dar equilíbrio aos navios durante a navegação, garantindo a estabilidade.

Igualmente, na economia, é exatamente isso que o lastro faz: oferece garantias que dão estabilidade para uma certa moeda.

Historicamente falando, há algum tempo, os governos colocavam para circular montantes de dinheiro equivalentes às suas reservas de ouro. Ou seja, mais ouro, mais notas emitidas. Menos ouro, menor emissão.

Isso se explica porque o metal era o lastro das moedas. Ele garantia o valor do dinheiro em circulação, sendo considerado o lastro perfeito.

Há algum tempo, o ouro era a representação palpável do lastro de uma moeda

No início da década de 1970, essa configuração mudou um pouco: o valor de uma moeda passou a ser definido pela oferta e procura no mercado econômico global. O que justifica as variações em diferentes partes do mundo.

A visão de que as criptomoedas não têm lastro é correta, mas a negatividade que essa visão traz não é. Pense da seguinte forma: metais como ouro, pedras preciosas como um diamante e até mesmo um imóvel, também não possuem lastro. Isso diminui o valor deles?

Portanto, a única diferença entre o ouro, um diamante ou uma casa em comparação a uma criptomoeda é que os três primeiros são ativos físicos.

Com toda a evolução do mercado virtual, o advento do metaverso, o crescimento de bancos multimoedas, já dá para ter uma ideia de que, mesmo no ambiente virtual, os ativos digitais estão cada vez mais sólidos, apesar de apresentarem valores mais voláteis.

Nesse mesmo contexto, as ações também são investimentos de risco e nem por isso as bolsas de valores estão fechando aos montes, certo? O pano de fundo é basicamente o mesmo.

Como saber se uma criptomoeda é segura?

Uma estratégia que tem colaborado para a segurança no investimento em Bitcoins, por exemplo, é a disseminação do sentimento de escassez. A entidade responsável decidiu que haverá um limite de 21 milhões de unidades da criptomoeda para comercialização no mercado.

Ou seja, essa sensação de que em breve não será mais possível comprar um Bitcoin influencia na relação de oferta e demanda e, por consequência, em seu preço.

Além disso, com a progressão da aceitação do Bitcoin pelas empresas, quanto mais usuários começarem a investir nesse tipo de ativo, mais o preço tende a subir, visto que a demanda sobe e a quantidade é escassa, conferindo segurança.

Desse modo, você percebeu que, apesar de não ter lastro em um ativo físico, não quer dizer que seja um mau investimento para sua realidade? Nesse exemplo, usamos o Bitcoin, mas o mecanismo se aplica a outras modalidades de criptomoedas.

Como se explica a volatilidade das criptomoedas?

Já entendemos que a oscilação de preço de um ativo está relacionado à oferta e procura e que isso significa volatilidade, correto?

Então, o termo volatilidade normalmente é usado para representar a frequência de oscilação dos preços de um ativo financeiro (seja ele físico ou digital).

No caso das moedas digitais, altas e baixas são completamente normais, já que esse é um mercado incessante.

Contudo, esse movimento não é uma exclusividade das transações com criptomoedas sem lastro físico.

Essa prerrogativa se aplica, inclusive, às stablecoins como a USD Coin, um cripto ativo lastreado em dólar americano, uma das moedas mais valorizadas e estáveis do mundo.

De acordo com os indicadores, a capitalização do mercado de criptoativos já ultrapassou os R$ 6 trilhões e, mais de R$ 2 trilhões estão nas aplicações em Bitcoin.

A criptomoeda mais conhecida do mundo pode ser considerada somente o início de um mercado em completa expansão.

A volatilidade do preço de uma criptomoeda se assemelha aos valores de ativos da bolsa, apresentando altas e baixas constantes

Juntamente com o BTC, estão no ranking das 5 criptomoedas mais comercializadas: Ethereum (ETH), Tether (USDT), USD Coin e BNB, que juntas somam, cerca de R$ 1,5 trilhão (em pesquisa feita quando esse texto foi produzido, mas, os valores tendem a sofrer alterações).

Nesse sentido, por ser um mercado ainda considerado “tímido” em alcance (não em investimentos), há chances de a volatilidade ser maior.

Além disso, algumas falhas de segurança identificadas durante o processo de desenvolvimento de certas criptomoedas faz com que os investidores ainda tenham ressalvas em apostar nesse investimento. O que é bastante normal.

Um fator que também impacta na volatilidade das criptomoedas, abalando ou impulsionando a relação de oferta e procura, é a opinião de grandes figuras e marcas globais sobre os investimentos em criptoativos.

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Elon Musk, por exemplo, sempre coloca o tema em debate em seus canais de comunicação oficiais e, a cada vez que ele posta sobre o assunto, é possível ver a oscilação dos valores.

Portanto, a aceitação de empresas e pessoas influentes mundialmente acaba por criar uma noção de confiabilidade implícita, o que faz com que a procura suba ou caia.

As transações com criptomoedas representam uma tecnologia nova e com pouca maturidade de mercado e isso também tem papel fundamental na construção da credibilidade.

Qual o papel das CBDCs neste contexto?

As CBDCs - Central Bank Digital Currency - moedas digitais do Banco Central, estão em ascensão, segundo alguns entusiastas. Trata-se de uma espécie de dinheiro digital governamental que está em desenvolvimento em diversas partes do mundo.

O objetivo é ser uma alternativa ao dinheiro fiduciário em circulação com vantagens agregadas, como a possibilidade de transações entre países com velocidade, segurança e baixos custos.

Nesse contexto, a regulamentação influencia nessa relação, não somente para a geração das CBDCs, mas de outras criptomoedas também.

Esse é um debate antigo, contudo, torna-se evidente, caso haja avanço no projeto de CBDCs.

Por se tratar de uma emissão estatal, as CBDCs acabam por ganhar um “ponto extra” no quesito valor e confiabilidade de mercado, especialmente para os novos investidores.

As CBDCs pretendem oferecer a estabilidade de uma moeda fiduciária, com a tecnologia de criptomoedas e lastro baseado em regulamentação estatal

Qual é o futuro das criptomoedas?

A volatilidade das criptomoedas (exceto as stablecoins) é um dos fatores que pode ajudar a definir o futuro dessa economia.

Essas oscilações de valores tendem a diminuir a aderência do mercado, que pode representar um futuro um pouco mais incerto se olhado por esse prisma.

Acabamos de mencionar que as stablecoins representam papel importante nesse cenário, afetando o valor das outras categorias de criptomoedas. Por serem lastreadas em dólar, sua estabilidade pode “puxar” a preferência dos investidores, a longo prazo.

Nesse contexto, quanto mais dessas moedas “oficiais” existirem, menos interesse as moedas “alternativas” o público em geral pode mostrar.

A segurança, sem dúvidas, impacta o futuro do mercado cripto. Por ser uma tecnologia digital e com a grande quantidade de mitos disseminados diariamente através da internet, se as transações não apresentarem alta segurança para os usuários, isso pode ser um ponto negativo para a expansão do mercado como um todo.

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Por último, mas não menos importante, as questões ambientais que envolvem a mineração das criptomoedas também influenciam a opinião pública, logo, em sua volatilidade.

É de conhecimento geral (das pessoas que já estão envolvidas com o mercado cripto) que o processo de mineração depende de uma capacidade de processamento alta.

Ou seja, essa tecnologia precisa evoluir ao ponto de facilitar o processo, gerar energia “limpa” e diminuição desse consumo; ou os custos ambientais permanecem iguais e as criptomoedas podem sair das “boas graças” dos usuários que estão chegando.

Fato é que cada vez mais pessoas tomam decisões baseadas no posicionamento de marcas, empresas e procedimentos que buscam a preservação do meio ambiente.

Em suma, o mercado cripto ainda está em desenvolvimento e possui muitas potencialidades.

Os pontos fracos não estão fora do radar dos desenvolvedores e responsáveis pela tecnologia, pois a intenção é que ela se expanda e mantenha seu caráter inicial, que é ser uma alternativa sustentável à economia tradicional.

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O Conteúdo deste Blog está disponível para fins meramente informativos e educacionais. Os artigos postados não constituem e não devem ser encarados, em nenhuma hipótese, como qualquer aconselhamento ou recomendação de investimento, tampouco como garantia de resultados ou rentabilidades em investimentos de qualquer natureza.

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Joanna Medeiros

Jornalista, produtora de conteúdo digital, MBA em Marketing e Comunicação. Acompanhando o mercado financeiro mudar através dos "olhos" da Capitual.