Capitual Blog: As criptos representam "uma reinvenção completa, radical e disruptiva de praticamente toda a lógica do sistema sob o qual (ainda) estamos inseridos."

Criptomoedas: tudo o que você precisa saber para começar a investir com segurança.

Português Mar 11, 2022

O surgimento das criptomoedas representa um marco na história da economia. Uma relativamente nova forma de dinheiro baseado em criptografia, que ressignificou os fundamentos basilares das relações monetárias tradicionais e atraiu um número gradativo de entusiastas.

Atualmente, o valor total do mercado de criptomoedas gira em torno de 2 trilhões de dólares, um valor que não para de estabelecer novos recordes ano após ano, com novos investidores, grandes instituições, governos e empresas dos mais diversos setores aderindo a esta tendência global.

Para que você também possa estar conectado à chamada nova economia, preparamos um guia completo detalhado com os principais conceitos relacionados às criptomoedas, seus diferentes tipos, usos e fundamentos, bem como o funcionamento da tecnologia que implica sua natureza absolutamente disruptiva.


Capitual Blog: As criptomoedas constituem um "cenário de pura disrupção com os modelos tradicionais e inauguração de uma nova forma de economia libertária [...]"

Neste artigo você vai aprender:

  1. O que é criptomoeda?
  2. Como funcionam as criptomoedas?
    2.1. Bitcoin: a primeira criptomoeda criada.
    2.2. O que são as Altcoins?
    2.3. O que são as Stablecoins?
    2.4. O que são os tokens?
    2.5. Qual a diferença entre os tokens e as criptomoedas?
  3. Como investir em criptomoedas com segurança?
    3.1. Compra de criptomoedas
    3.2. Mineração de criptomoedas
    3.3. Criptomoedas como forma de pagamento
  4. Quais são os riscos de investir em criptomoedas?
    4.1. Volatilidade
    4.2. Riscos técnicos
    4.3. Golpes
  5. Como identificar uma boa criptomoeda para investir?
  6. Como armazenar criptomoedas com segurança?
    6.1. Wallets de criptomoedas
    6.2. Criptobancos
    6.3. Exchanges
  7. Perspectivas para o futuro das criptomoedas

O que é criptomoeda?

De maneira simples e objetiva, criptomoeda é um tipo de moeda digital fundamentada na inteligência artificial para servir às diferentes funções de dinheiro, de maneira segura, descentralizada e online.

Explico.

Como funcionam as criptomoedas?

A tecnologia que permite o funcionamento das criptomoedas é a blockchain - um instrumento contábil que desempenha atributos análogos a um Livro Razão de contabilidade, demonstrando e registrando as movimentações de entrada e saída dos ativos digitais em uma cadeia de blocos, validados através de mecanismos de consenso inteligente.

Entenda melhor em: Blockchain: entenda a tecnologia de segurança dos dados financeiros

Entre os meios de validação de transações utilizados, dois são os principais:

  • Proof-of-Work: A prova de trabalho, ou Proof-of-Work (PoW), acontece através um sistema de mineração digital na qual os usuários em rede (nós, ou nodes) disputam maior poder computacional para resolver algoritmos matemáticos complexos e verificar transações. Como recompensa, os mineradores recebem criptomoedas recém-geradas.
  • Proof-of-Stake: A prova de participação, ou Proof-of-Stake (PoS), define os validadores de transações com base em critérios como o número de moedas bloqueadas na rede, o tempo de participação e a randomização, por exemplo.

A validação se dá no formato de um hash criptográfico - o resultado de uma função matemática unidirecional que gera identificadores únicos, de tamanho fixo e irrepetíveis a partir de um determinado texto ou número. Em outras palavras, um hash é como uma assinatura para um conjunto de dados, uma espécie de impressão digital determinística.

O pressuposto teórico para a segurança desse sistema é a criptografia - uma área da criptologia que tem por principal finalidade a garantia da construção de sequências algorítmicas programadas para servir como princípios técnicos no desenvolvimento e aplicação de protocolos imutáveis.

Bitcoin: a primeira criptomoeda criada.

Este arcabouço tecnológico possibilitou a origem do Bitcoin (BTC) - a primeira, mais valiosa e mais popular criptomoeda negociada atualmente, lançada em 2009 pelo seu (s) criador (as) Satoshi Nakamoto, como um ”[...] Sistema de Transação de Dinheiro Ponto-a-Ponto.”.

Reprodução: Abstract do white paper original do Bitcoin, disponível em bitcoin.org/bitcoin.pdf

A ideia de um tipo de dinheiro eletrônico descentralizado que encontra respaldo na tecnologia e no mercado para se projetar como meio de pagamento e permuta, reserva de valor e ativo de investimento, gerou uma ampliação sem precedentes para economias de todo o mundo.

Entenda melhor em: Bitcoin: tudo o que você precisa saber sobre a criptomoeda da nova economia global

Ao atrelar princípios da ideologia anarquista às ciências da computação, Nakamoto propõe uma reinvenção completa, radical e disruptiva de praticamente toda a lógica do sistema sob o qual (ainda) estamos inseridos.

Descentralização

Exatamente por firmar sua estrutura na base dos sistemas de IA e nas leis de oferta de demanda do mercado, o Bitcoin - assim como todos os outros criptoativos - assumem o caráter de autossuficiência regulatória, em detrimento de qualquer controle central: seja por parte de governos, bancos centrais ou quaisquer agentes intermediadores nas relações financeiras estabelecidas neste âmbito.

O interesse do mercado por alternativas aos sistemas monetários em exercício - incorporados à essência do Estado e de sua política pró dependência do cidadão ao padrão da moeda fiduciária -, foi direcionado para o bitcoin como o símbolo da possibilidade de custódia absoluta de seu patrimônio.

Por isso, o BTC está à parte de fenômenos econômicos típicos, como a inflação, taxas de juros abusivas e limitação dos horizontes decisórios, por exemplo.

Uma vez descentralizado, cabe às pessoas comuns decidirem sobre o seu valor, que cresceu progressivamente desde o seu lançamento, valendo em torno de 40 mil dólares a sua unidade monetária, segundo a cotação atual.

Neste cenário de pura disrupção com os modelos tradicionais e inauguração de uma nova forma de economia libertária, diversas derivações dos princípios tecnológicos trazidos pelo bitcoin ascenderam ao longo do tempo, criando um complexo ecossistema a partir de conceitos particulares que constituem o universo da criptoeconomia.

Vamos conhecer alguns deles.

O que são as Altcoins?

As altcoins, ou moedas alternativas, são criptomoedas que surgem como opções ao Bitcoin. Cada uma delas tem propriedades, demandas e soluções próprias, embora sigam o caminho inicialmente percorrido pelo BTC.

A ETH - criptomoeda nativa da blockchain Ethereum - é a altcoin mais utilizada, com uma capitalização de mercado de mais de 300 bilhões de dólares, segundo a na cotação atual.

Reprodução: Ethereum logotipo. Fonte: Google Imagens

A rede Ethereum surge com a proposta de ampliar os horizontes de atuação na criptoeconomia aos mais variados serviços financeiros descentralizados, como empréstimos, derivativos e negociação de ativos, por exemplo, a partir de protocolos que compõem o ecossistema DeFi (Decentralized Finances).

Entenda melhor em: O que é DeFi? O guia completo para finanças descentralizadas.

A ETH soma-se às mais de 18.000 altcoins disponíveis para trade no mercado, dos variados tipos. Esse número acompanha a tendência de expansão do mercado, que cresce ao mesmo passo de novas iniciativas. Fizemos uma lista com as 10 altcoins mais valiosas de acordo com a sua capitalização de mercado. São elas:

  1. Ethereum (ETH) - USD 309,414,364,078
  2. BNB (BNB) - USD 61,521,562,823
  3. XRP (XRP) - USD 35,089,031,134
  4. Terra (LUNA) - USD 34,946,307,436
  5. Cardano (ADA) - USD 26,855,066,681
  6. Solana (SOL) - USD 26,370,640,863
  7. Avalanche (AVAX) - USD 19,600,855,277
  8. Polkadot (DOT) - USD 17,676,635,598
  9. Dogecoin (DOGE) - USD 15,398,099,017
  10. Shiba Inu (SHIB) - USD 12,297,253,640

O que são as Stablecoins?

Stablecoins, ou moedas estáveis, são criptomoedas que, em geral, buscam atrelar o seu valor às moedas fiduciárias correntes, como o dólar, euro ou real, por exemplo.

As stablecoins têm uma função primordial em qualquer operação na indústria cripto. Seja no pareamento com outras criptomoedas durante as negociações e demais serviços em corretoras, seja na interação com os protocolos descentralizados, as moedas 1 para 1 geralmente estarão presentes.

Um exemplo de como esse lastreamento acontece é a stablecoin Tether (USDT) - que é atrelada ao dólar americano -, a maior stablecoin do mundo e a terceira maior criptomoeda dentre todas as categorias.

Reprodução: Tether logotipo. Fonte: Google Imagens

Basicamente, para cada 1 dólar no caixa da empresa Tether Limited - empresa por trás da stablecoin -, 1 USDT é gerado e posto em circulação. A capitalização de mercado da Tether é de cerca de 80 bilhões de dólares, de acordo com a cotação atual. Portanto, a Tether Limited tem 80 bilhões de dólares em suas reservas.

A estabilidade dessas moedas as diferenciam dos demais criptoativos, que tendem a oscilar bastante de preço, tanto em valorização quanto em desvalorização. Os diferentes tipos de tokens são um exemplo disso.

O que são os tokens?

Um token é um ativo que representa digitalmente a propriedade sobre bens de qualquer natureza, sejam eles físicos, virtuais ou até mesmo abstratos. Justamente em razão dessa diversificação, os tokens assumem diferentes tipos, funções e finalidades.

Por exemplo, a interação com contratos inteligentes em protocolos DeFi, benefícios em jogos do metaverso, garantias de segurança, poder de decisão e participação no lucro de empresas são algumas dessas particularidades.

Tokens não fungíveis

Os tokens também podem servir como certificados digitais sobre a propriedade de itens únicos, como bens personalizados, objetos raros dos quais restam um único exemplar, ou unidades limitadas de uma coleção. Esses são os chamados tokens não fungíveis (NFTs).

Reprodução: “The Merge”, de 2021, Pak. NFT mais valioso da história, avaliado em 91,8 milhões de dólares.

Obras de arte, terras, imóveis, músicas, fotografias ou vídeos, por exemplo, podem ser submetidas ao processo de tokenização, convertendo para o digital a propriedade sobre itens de praticamente qualquer tipo.

Entenda melhor em: O que é um NFT? O guia completo para tokens não fungíveis

Por serem ativos únicos, os NFT’s têm um preço bastante subjetivo, podendo valer do zero aos milhões de dólares, em geral variando de acordo com o interesse do mercado sobre eles.

Qual a diferença entre os tokens e as criptomoedas?

Toda criptomoeda é um token, mas nem todo token é uma criptomoeda.

Diferença:

  • As criptomoedas são os tokens nativos das próprias blockchains, projetadas em conjunto à arquitetura geral da rede e operando em suas diversas aplicações internas conforme a sua programação.
  • Os tokens dos demais tipos são ativos suportados por blockchains já existentes, valendo-se do suporte oferecido pela rede para desempenhar uma ou mais funções específicas.

O processo de tokenização de ativos, bens ou produtos do mundo real, sejam tangíveis ou intangíveis, em um ativo digital,  é o princípio que norteia toda a arquitetura que dá forma ao ecossistema dos ativos digitais.

Como investir em criptomoedas com segurança?

As criptomoedas podem ser adquiridas a partir de três métodos básicos:

  1. Compra de criptomoedas
  2. Mineração de criptomoedas
  3. Criptomoedas como forma de pagamento

Compra de criptomoedas

Comprar criptomoedas com segurança depende muito do meio pelo qual isso é feito. Dois métodos se destacam:

Corretoras centralizadas

A maneira mais comum e com o maior volume de negociação de ativos digitais é a utilização das exchanges centralizadas - plataformas online para a compra e venda (dentre outros serviços financeiros) de criptoativos.

Porém, nem todas as corretoras são consideradas seguras, podendo estar expostas a riscos como ataques hackers, graves falhas técnicas ou até mesmo à possibilidade de serem empreendimentos fraudulentos.

Por isso, identificar as corretoras com longo tempo de mercado, reconhecimento no setor e histórico ilibado, é um ponto de partida para você criar a sua conta e começar a negociar com segurança.

Com o tempo, as maiores e mais consolidadas exchanges centralizadas do mundo, como a Binance, Huobi, Gate.io, FTX, entre outras, desenvolveram um sistema de segurança robusto a partir de recursos como a autenticação de dois fatores (2FA) - uma medida que indicam uma série de outras ações evolutivas em soluções de estabilidade.

Reprodução: Binance logotipo. Fonte: binance.com. A Binance é a maior corretora em volume global de negociações.

Além da segurança, as exchanges facilitam muito os processos de negociação em relação aos outros métodos, com funcionalidades que vão desde depósitos de moeda fiat via PIX direto da sua conta bancária, um extenso portfólio de ativos disponíveis, suporte ao usuário e diversas outras implementações que contribuem para plataformas cada vez mais completas e intuitivas.

Por outro lado, o caráter centralizado dessas corretoras pode ser observado em dois aspectos chaves:

  • KYC/AML: para que seja feita a abertura de conta nessas corretoras, o processo de verificação KYC/AML solicitado exige que o novo usuário forneça os seus dados pessoais de identificação para os prestadores de serviço - tal como ocorre na abertura de uma conta bancária regular.
  • Custódia: todos os ativos negociados nas plataformas estão sob a custódia das corretoras. Por exemplo, se você compra uma criptomoeda e mantém o ativo na corretora, ele estará exposto aos mesmos riscos citados acima

Corretoras descentralizadas

Em contrapartida às exchanges centralizadas, as corretoras descentralizadas (DEX’s) oferecem uma plataforma na qual é possível comprar e vender criptoativos sem qualquer verificação de dados pessoais, como nome, sobrenome, endereço, RG, CPF ou demais documentos de identificação.

DYdX, Uniswap, 1inch, PancakeSwap e SushiSwap, são alguns exemplos das plataformas que compõem o ecossistema DeFi.

Reprodução: Uniswap Protocol logotipo. Fonte: uniswap.org. Uniswap é a grande líder das DEXs, responsável por mais da metade das negociações no mercado.

Embora não sejam utilizadas com tanta frequência em comparação com as corretoras centralizadas, as Dex’s são a primeira opção para aqueles que buscam mais privacidade, tanto em relação à observância dos governos e bancos centrais, quanto das empresas do setor cripto.

Por outro lado, a responsabilidade pela custódia das suas frases-sementes (uma espécie de chave privada formada por um conjunto de 12 a 24 palavras), e, portanto, aos seus criptoativos, é inteiramente sua.

Por isso, os protocolos descentralizados não dispõem de qualquer suporte à perda de acesso e, caso isso aconteça, seus fundos serão perdidos permanentemente.

Mineração de criptomoedas

Como dissemos, a mineração de criptomoedas consiste em incluir transações em um bloco e anexar esse bloco ao blockchain. A validação da transação é feita pelo node que fornece a prova de trabalho, que ocorre no fornecimento de poder computacional suficiente e é dada na forma de um hash.

Em média, a cada dez minutos os mineradores devem fornecer a prova de trabalho para que se qualifiquem e ganhem o direito de validar novas transações, de modo a diluir qualquer risco de fraude, além de viabilizar a emissão de novas criptomoedas em circulação de acordo com o princípio da previsibilidade.

Uma dupla recompensa é concedida: o minerador recebe as criptomoedas recém-geradas, bem como as taxas das transações anexadas ao bloco.

Por exemplo, no caso da mineração do bitcoin, a recompensa é de 6.125 bitcoins. Inicialmente, entre 2009 e 2012, o valor era de 50 bitcoins.

Essa redução do valor da recompensa acontece a cada 4 anos em razão de um fenômeno chamado Halving, no qual este subsídio em bloco é cortado pela metade.

Entre 2012 e 2016, 25 bitcoins era o valor pago. Entre 2016 e 2020, baixou para 12,5 bitcoins. Em maio de 2020, a rede bitcoin passou por outro halving e o subsídio dado é o que os mineradores recebem atualmente. O próximo Halving do bitcoin está programado para ocorrer em 2024.

Mineração de bitcoins

Na teoria, qualquer um pode ser um minerador. Contudo, na prática, a performance exigida pelo processo de mineração - a depender da criptomoeda a ser minerada - acontece por intermédio de um supercomputador com enorme potência, velocidade e também preço.

A partir de 2013, minerar bitcoins passou a depender do uso de hardwares específicos para essa finalidade - ferramentas muito mais poderosas. Geralmente o Bitcoin é extraído usando equipamentos com chips ASIC especializados (fabricados para um único propósito de hashing SHA256).

Minerador de criptografia ASIC, Canaan Avalon 1246 83TH. A Canaan foi a ps criadores dos primeiros Bitcoin ASICs do mundo em 17 de setembro de 2012. (imagem: amazom.com)

Se em algum momento nos primeiros anos do lançamento do bitcoin era possível minerá-los com um computados pessoal, os mineradores ASIC são super caros e representam um investimento bastante arriscado.

Mineração de altcoins

Uma alternativa realista a isso é a mineração de altcoins, que podem ser mineradas até mesmo em computadores domésticos com o auxílio de uma placa de vídeo GPU.

Placa de vídeo Nvidia RTX 3080 (imagem: nvidea.com)

Obviamente, o rendimento com um tipo de mineração que pode ser feita em sua casa tendo um laptop como ferramenta, não será o mesmo faturamento gerado pelos grandes aglomerados de máquinas mineradoras. Ainda assim, o retorno do investimento em mineração de altcoins é incerto.

É necessário ter em vista a relação entre esse rendimento e consumo de energia elétrica, por exemplo. Em muitos casos, os custos com o gasto de energia são superiores ao valor das criptomoedas mineradas.

Criptomoedas como forma de pagamento

Um outro método para obter criptomoedas é aceitá-las como forma de pagamento em seu negócio. Para isso, já contamos com serviços inovadores aqui no Brasil que permitem essa negociação de maneira simplificada e sem taxas.

É o caso da CapPay, um serviço de gateway de pagamentos multimoedas do Capitual. Essa solução oferece a possibilidade de aceitar criptomoedas como forma de pagamento para consumidores e empresas de todos os portes e segmentos, sejam elas físicas ou virtuais.

Home cappay.capitual.com

O serviço não cobra taxas de transações e pode ser gerenciado direto do seu smartphone.

Saiba mais sobre o CapPay e desbrave essa possibilidade de investimento em criptomoedas.

Quais são os riscos de investir em criptomoedas?

Uma série de fatores precisam ser considerados para iniciar a sua incursão pelo universo das criptomoedas. Uma boa gestão dos riscos é um deles e pode ser uma grande aliada para fazer isso da maneira certa.

Volatilidade

Tal como em qualquer operação com ativos de renda variável, é preciso considerar se você pode arcar com o risco de flutuações da taxa de câmbio.

Se você procura aplicar o seu dinheiro com baixos riscos e rendimentos modestos, por exemplo, certamente deve reconsiderar a aplicação de capital nesta classe de ativos.

O fato é que as criptomoedas são altamente voláteis, com movimentos de altas e quedas repentinas mais frequentes do que os vistos em ativos mais tradicionais.

Gráfico de 1h do par BTC/USD. (Imagem: TradingView)

No entanto, a possibilidade de surfar nessas ondas de oscilação oferecem a oportunidade de ganhos mais expressivos, impensáveis em qualquer outro mercado de investimentos.

Portanto, assim como em qualquer investimento, conhecer o seu perfil de investidor vai te dizer, inclusive, se os criptoativos são ou não o aporte certo para você.  Se você está disposto a assumir os riscos da volatilidade, só vai.

Riscos técnicos

Lidar com tecnologia envolve também a natural possibilidade de eventuais imprevistos técnicos. Em geral, problemas operacionais em protocolos e serviços de diferentes segmentos acabam por expor o investidor às consequências práticas dessas falhas.

Serviços em fase experimental e empresas com baixa classificação de mercado são as mais propensas a isso. Logo, escolha seus parceiros de negócio com bastante critério.

Golpes

Embora a tecnologia das criptomoedas ofereça o suporte para operações altamente seguras, o mesmo não se pode dizer do seu mercado. É comum estar exposto a tentativas de golpes dos mais diversos tipos.

Reprodução: livecoins.com.br

Esse tipo de notícia é bastante recorrente, com golpes como esquemas de pirâmide, empresas falsas, venda de falsas criptomoedas antes do seu lançamento e mineração em nuvem, sendo alguns dos mais comuns.

Como identificar uma boa criptomoeda para investir?

Escolher uma boa criptomoeda para investir implica conseguir fazer uma seleção entre as mais de 18 mil criptomoedas disponíveis para serem negociadas atualmente no mercado.

Para que isso seja feito de maneira a diminuir as suas chances de erro, separamos alguns passos fundamentais a serem seguidos em sua análise.

  1. Faça uma análise do White Paper.
  2. Faça uma avaliação do roadmap.
  3. Confira se o projeto está resolvendo um problema real.
  4. Considere o potencial de impacto do ativo no ecossistema cripto.
  5. Pesquise a equipe por trás do projeto.
  6. Conheça a comunidade que se reúne em torno de um projeto.
  7. Avalie a capitalização de mercado.
  8. Certifique-se de que a cripto esteja listada em uma boa corretora.
  9. Faça uma projeção alinhada aos aspectos políticos e socioeconômicos.
  10. Acompanhe o percurso do projeto.

Esses critérios respondem aos princípios da Análise Fundamentalista (FA) de criptomoedas, uma maneira de buscar os dados e informações sob os quais os projetos estão baseados e analisá-los de maneira crítica.

No entanto, essa tentativa de entender se o investimento em um ativo específico é uma boa decisão ou não, é melhor aproveitada quando feita em conjunto a outras formas de análise, como a Análise Técnica (TA), por exemplo.

Como armazenar criptomoedas com segurança?

Saber onde guardar os seus ativos digitais depois de comprá-los é uma etapa importante do seu investimento. Três principais métodos de armazenamento de criptomoedas são os mais utilizados. São eles:

  1. Wallets de criptomoedas
  2. Criptobancos
  3. Corretoras

Wallets de criptomoedas

Uma carteira de criptomoedas, ou wallet, é o lugar onde o usuário irá gerenciar as suas chaves privadas usadas ​​para o acesso aos bitcoins. Ela pode ser dividida em duas categorias básicas: online e offline.

  • Wallets Online: também conhecidas como carteiras quentes (hot wallets), são carteiras processadas por dispositivos conectados à Internet e, por isso, podem ser operadas em smartphones, tablets ou computadores. O fato de serem baseadas na nuvem acaba fazendo com que sejam mais vulneráveis a invasões externas.
  • Wallets Offline: também conhecidas como carteiras frias (cold wallets), guardam o endereço e a chave privada do usuário em algo que não está conectado à internet, como em um papel, um dispositivo hardware ou até mesmo na memória. Embora seja considerada mais segura em relação a ataques hackers, dá a oportunidade para que o seu inimigo, nesse caso, seja você mesmo - o usuário deve sempre manter as chaves privadas sob seu acesso, controle e responsabilidade exclusiva. Caso perca as chaves, perderá também as suas moedas.

Criptobancos

Desde o início do bitcoin há mais de uma década, a criptoeconomia evoluiu ao ponto de conduzir o surgimento de instituições financeiras projetadas para prover a infraestrutura e segurança de serviços bancários às criptomoedas.

Aqui no Brasil, essa evolução nos trouxe o Capitual, um banco digital multimoedas que permite operações com várias criptomoedas e diversos outros ativos em uma conta bancária inovadora.

Capitual: banco digital multimoedas.

Com a conta digital do Capitual, suas criptomoedas podem ser armazenadas nas CapWallets: carteiras incorporadas à sua conta, que te dão acesso a um portfólio diversificado de ativos. Você consegue criar quantas CapWallets desejar e personalizá-las como preferir.

O sistema integrado do Capitual comporta diversas funcionalidades como conversão instantânea de criptomoedas, PIX ilimitado, pagamentos, depósitos e diversos serviços a taxa zero.

Com o Capitual, também é possível sacar as suas criptomoedas direto dos caixas eletrônicos da rede Banco24Horas, presentes em todos os estados do país.

Caso você opte por essa opção para guardar suas criptomoedas, o app do Capitual está disponível para Android na Play Store, e para IOS na Apple Store.

Exchanges

Uma outra opção é simplesmente manter as suas criptomoedas na exchange que usou para comprá-los. Porém, algumas das fragilidades que vimos nas wallets online podem ser compartilhadas nesta opção de armazenamento.

Em agosto de 2021, um ataque hacker à corretora de criptomoedas Poly Network rendeu um prejuízo de 611 milhões de dólares para a plataforma e seus usuários, caracterizando o maior roubo de criptomoedas da história.

O caso não é isolado e várias outras invasões a corretoras de criptomoedas já foram registradas. Por isso, examine bem as exchanges antes de decidir manter e negociar seus bitcoins em uma delas.

Caso você opte por manter suas moedas em sua conta da corretora, esteja ciente de que tecnicamente elas ainda estão sob custódia da exchange e, por conseguinte, em uma eventual invasão à plataforma, provavelmente você não terá essas moedas de volta.

Perspectivas para o futuro das criptomoedas

Não resta qualquer dúvida de que a tecnologia das criptomoedas ascende progressivamente em um movimento de adesão geral. É simplesmente impossível negar o seu caráter verdadeiramente revolucionário no que tange às relações financeiras, a maneira como funcionam hoje e as bases sob as quais estão tradicionalmente estruturadas.

Não é de se estranhar que grandes empresas e governos do mundo inteiro tenham voltado os seus olhares para isso, enxergando para além do mundo que nos acostumamos a viver e ressignificando as perspectivas sobre uma nova realidade que surge.

Para muitos, foi preciso mais de uma década desde o surgimento do bitcoin para que essa visão fosse ampliada. Para alguns, isso ainda não é evidente hoje. Para outros, isso é só o início de uma mudança profunda na maneira como as relações socioeconômicas tendem a se organizar daqui pra frente.


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O Conteúdo deste Blog está disponível para fins meramente informativos e educacionais. Os artigos postados não constituem e não devem ser encarados, em nenhuma hipótese, como qualquer aconselhamento ou recomendação de investimento, tampouco como garantia de resultados ou rentabilidades em investimentos de qualquer natureza.

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Ailton Filho

Professor, content producer, executive MBA in marketing, technologies and digital business. Politics, philosophy and finances • Living the cryptoeconomic revolution.