O Banco da Coreia do Sul anunciou que distribuirá sua moeda digital do banco central (CBDC) como parte dos testes no próximo ano. O Banco Central da Coreia (BOK) pretende realizar os testes até dezembro de 2021.

Três Fases
O projeto já encontra-se em sua segunda fase, na primeira, a Fase 1, foi realizada a pesquisa e o design de da moeda, sendo esta parte inicial concluida em julho. Agora, na Fase 2, está em andamento a busca de consultoria de terceiros sobre o escopo geral do projeto de moeda digital.

O relatório observou que o projeto CBDC utiliza a tecnologia blockchain para rastrear todas as transações digitais. O BOK afirma que os testes ainda não significam necessariamente que um CBDC será lançado, visto que o projeto ainda está em andamento e em fase de avaliação.

Contudo, a Fase 3 do programa de teste de 22 meses continuará até dezembro do ano que vem. A distribuição e circulação do Won digital ocorrerá nesta parte final do projeto.

Um Projeto Ambicioso

As ambições da moeda digital da Coreia foram reiniciadas no início deste ano, depois que o Banco Central viu desenvolvimentos semelhantes e aumentou a pesquisa do CBDC em países como Japão e EUA.

O projeto CBDC coreano segue os passos da China, segundo relatório, o Banco Central da China anunciou ontem mais de 1,1bilhão de yuans, cerca de US$162 milhões, distribuídos em três milhões de acordos individuais foram concluídos em um teste piloto do CBDC.

De acordo com os dados compartilhados por Brian Brooks, Diretor operacional do Escritório do Controlador da Moeda, os EUA precisam de pelo menos quatro anos para lançar uma versão teste do USD digital. Enquanto o Japão pode estar 6 anos atrás da China no progresso de sua moeda digital emitida pelo Banco Central.

Sem dúvidas os Estados Unidos estão muito atrás de outros países no desenvolvimento e lançamento de moedas digitais nacionais apoiadas pelo Estado. A expectativa da criação de um CBDC nacional para os países é a liderança na esfera financeira global. No Brasil, especialistas argumentam que ainda que o país não tenha uma moeda propriamente digital, boa parte dos serviços financeiros já vem sendo lateralmente digitalizados, o que culminou na criação do projeto PIX, recém lançado pelo Banco Central brasileiro.