Em seu Relatório de Estabilidade Financeira Global de 2021, o FMI afirma que as criptomoedas ainda não representam uma ameaça sistêmica ao sistema internacional.

Contudo, segundo a instituição, "os riscos devem ser monitorados de perto, dadas as implicações globais e as estruturas operacionais e regulatórias inadequadas na maioria das jurisdições". Para lidar com essas inadequações, o FMI exige "padrões globais para ativos criptográficos", podendo assim ajudar a evitar um "risco de contágio" para outros mercados.

O FMI tem grande influência. É um órgão intergovernamental de 190 estados membros que promove o comércio global, a redução da pobreza e políticas monetárias estáveis.

Dentro da seção "COVID-19, Crypto, and Climate: Navigating Challenging Transitions" do relatório deste ano, o FMI se mostra preocupado com ativos digitais.

"O rápido crescimento do ecossistema foi acompanhado pela entrada de novas entidades, algumas das quais com estruturas operacionais, de gestão de risco cibernético e de governança deficientes", diz o relatório.

O relatório gasta muito espaço detalhando como as Stablecoins, que normalmente são indexadas 1:1 ao dólar dos EUA ou à outras moedas fiduciárias, apresentam um risco por serem regulamentadas de forma diferente de jurisdição para jurisdição e por terem conseguido sair de uma capitalização de mercado de US $ 20 bilhões para mais de US $ 120 bilhões no ano passado.

Quanto ao que fazer a respeito, o FMI não está propondo uma proibição ou repressão, mas sim estimulando os reguladores a examinarem mais de perto as Stablecoins ​​e a introduzirem regulamentações para este tipo de ativo.