Governo do Reino Unido monta plano para monitorar carteiras digitais não custodiadas

Português Jun 21, 2022

O Reino Unido, ao contrário da União Europeia, não exigirá que os remetentes de criptoativos coletem informações sobre os destinatários que usam endereços de carteira não hospedados.

“Em vez de exigir a coleta de informações do beneficiário e do originador para todas as transferências de carteira não hospedadas, espera-se que as empresas de criptoativos coletem essas informações apenas para transações identificadas como representando um risco elevado de financiamento ilícito”, de acordo com um documento publicado pelo Tesouro.

A decisão do governo veio logo depois de pedir feedback de uma variedade de entrevistados, incluindo acadêmicos e especialistas do setor.

A notícia trouxe um alívio para os usuários que se preocupam com privacidade dentro da comunidade cripto, muitos dos quais se manifestaram contra a medida da UE.

Aqueles a favor do requisito alegaram que as transferências entre qualquer parte deveriam ser tão transparentes quanto aquelas entre empresas de criptoativos, considerando as transações de “carteira não hospedada” um risco maior. O governo discordou, no entanto, citando que “não há evidências” de carteiras não hospedadas apresentando risco desproporcional.

“Muitas pessoas que possuem ativos criptográficos para fins legítimos usam carteiras não hospedadas devido à sua personalização e potenciais vantagens de segurança (por exemplo, armazenamento de carteira fria)”, acrescentou o governo.

Uma carteira não hospedada, ou “sem custódia”, é aquela em que um usuário individual controla suas chaves privadas, em vez de uma plataforma de negociação ou alguma empresa cripto. Isso dá aos usuários controle total de seus próprios fundos, em vez de exigir permissão de terceiros.

O governo canadense encontrou problemas com carteiras não hospedadas em fevereiro, quando quase US$ 1 milhão em Bitcoin foi transferido para os manifestantes do Freedom Convoy. Apesar dos congelamentos bem-sucedidos de contas bancárias e plataformas de doação como o GoFundMe, as autoridades só conseguiram apreender alguns dos fundos de doação não hospedados.

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Morel Hernandes

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