A Índia proibiu totalmente as criptomoedas e deu um prazo de seis meses para que os investidores liquidassem os ativos, tornando-se o primeiro país a tomar a medida drástica de proibir as criptomoedas ao invés de optar pela regulamentação do ativo digital. A proibição aconteceu depois que o Banco Central da Nigéria instruiu todas as instituições financeiras a bloquear as contas dos usuários e empresas com transações de criptomoedas.

A Índia está tentando banir os ativos digitais desde 2018, quando o Reserve Bank of India proibiu todas as transações de criptomoedas, mas a Suprema Corte suspendeu a decisão do Banco em março de 2020.

Ainda em dezembro do ano passado, os funcionários do governo sugeriram taxar as transações de Bitcoin (BTC) em 18%.

De acordo com o banco o país não iria proibir as criptomoedas “da noite para o dia”, o investidor tem um prazo de três a seis meses para liquidar seus investimentos.

O relatório da decisão afirma que o Parlamento da índia prosseguirá com a introdução da lei, a proibição vale também para as exchanges estrangeiras que atuam no país.

O motivo por trás da proibição parece ser a emissão de um CBDC próprio, já que Índia divulgou que pretende criar sua própria moeda digital em breve. O CBDC da Rúpia teria como objetivo evitar a natureza “indetectável das criptomoedas, para não serem utilizadas para lavagem de dinheiro, financiamento de terrorismo e outras atividades ilegais”.

Os investidores indianos tentaram argumentar com o governo com base que “o bitcoin e as moedas digitais semelhantes são públicas e transparentes por natureza, portanto, estão fora do alcance da lei que se aplica a criptomoedas privadas”, mas não obtiveram resultados.