Os preços de produtos e serviços continuam disparando em diversas partes do mundo a taxas não vistas em décadas. Nos EUA a alta de 12 meses da inflação encerrou o ano em 7%, no Brasil cerca de 10% e na Europa quase 5%.

Estados Unidos

O crescimento dos preços ao consumidor nos EUA subiu no ritmo mais acelerado dentre as últimas quatro décadas, o que traz temores aos economistas que vem a ameaça de suas consequências para a recuperação econômica. O índice de preços ao consumidor aumentou a um ritmo anual de 7% no mês passado, o maior salto desde junho de 1982.

Brasil

O IPCA, índice oficial de inflação utilizado pelo Banco Central do Brasil, terminou o ano em 10,06%, enquanto o objetivo a ser perseguido pelo Banco Central era de 5,25%, sendo este o maior desvio em quase 2 décadas.

Europa

A inflação na zona do euro atingiu um novo recorde, fechando o ano em 5%. A maior taxa anual inflacionária desde a criação da moeda única há mais de duas décadas.

Tradicionalmente, em períodos de alta inflação, investidores se voltam para ativos como o ouro como uma proteção. À medida que os preços de produtos e serviços sobem, estes ativos tendem a manter seu poder de compra frente as outras commodities enquanto moedas que estão sofrendo com a inflação perdem seu valor.

Visto de maneira similar ao ouro, o Bitcoin também tem atraído bastante atenção de grandes investidores. A criptomoeda mais popular do mundo é caracterizada por sua escassez e baixa correlação com outros ativos financeiros e tem sua oferta digitalmente limitada a apenas 21 milhões de Bitcoins.