Em uma decisão unilateral por parte dos Estados Unidos, o presidente Donald Trump, cancelou os voos da Europa para os Estados Unidos, o que pressionou os mercados e fez o índice Stoxx 600 encerrar com tombo de 11%. Fazendo com que bolsas da Europa encerrarassem o pregão com a maior queda diária da história.

O Reino Unido, ainda que tenha ficado de fora da restrição viu seu índice, FTSE, fechar com declínio de 10,87%, a 5.237,48 pontos, na mínima do dia. Por todo o continente, ações de companhias áreas registraram baixas robustas, com a IAG, controladora da British Airways, despencando 15,82% no mercado inglês. Em Frankfurt, onde o DAX cedeu 12,24%, a 9.161,13 pontos, o papel da Lufthansa tombou 13,41%. Em Paris, a ação da Air France-KLM despencou 12,69%, enquanto o índice CAC 40 fechou com queda de 12,28%, a 4044,26 pontos.

Política Monetária

As perdas se intensificaram após o BCE anunciar a manutenção da taxa de depósito em -0,50% e da taxa de refinanciamento em 0%, contrariando analistas. A autoridade monetária, no entanto, informou que ampliaria o programa de relaxamento quantitativo (QE) e que oferecerá termos "consideravelmente mais favoráveis" para as chamadas Operações de Refinanciamento de Prazo Mais Longo Direcionadas (TLTROs).

Circuit Breaks

O mecanismo de circuit breaker foi ativado em Nova York após os principais índices acionários locais caírem mais de 7%. No Brasil, o circuit break foi acionado duas vezes. Na primeiro, a negociação foi interrompida por 30 minutos, quando o índice chegou a cair 11,65%. Depois da reabertura, o segundo circuit breaker, ocorreu quando a queda atingiu os 15,43%, fechando a bolsa de valores brasileira por uma hora.

Criptomoedas

Nosso amado Bitcoin, infelizmente, não escapou do pânico nos mercados de hoje. A maior criptomoeda do mundo desabou 23%, cotada em US$ 6.045, seu menor valor desde o início de maio de 2019. Dentre os 100 maiores criptoativos em valor de mercado, apenas um subiu.