Capitual Blog: DeFi é "um novo modo de organização dos instrumentos monetários"

O que é DeFi? O guia completo para finanças descentralizadas.

Português Mar 5, 2022

A ideia de uma infraestrutura financeira totalmente digital e descentralizada parecia uma consequência natural desde o surgimento do bitcoin, há mais de uma década. Definitivamente a tecnologia disruptiva da blockchain não foi algo pontual, estendendo sua presença em nossa história recente e criando múltiplos braços que operam as mais diversas aplicações na nova economia.

Empréstimo, transferência, poupança, negociação de valores, financiamento colaborativo e muitos outros dos principais serviços financeiros que conhecemos, puderam ser adequados à lógica da blockchain em um novo modo de organização dos instrumentos monetários, o DeFi.

Vamos entender o que é, como funciona, quais as perspectivas para o futuro e como você pode se beneficiar das inovações trazidas pelo ecossistema disruptivo das finanças descentralizadas, hoje representado por um setor avaliado em mais de 240 bilhões de dólares e que a cada dia se firma como uma alternativa real aos jardins murados dos sistemas tradicionais.


Capitual Blog: "os protocolos DeFi apontam para um mercado mais justo, livre e aberto"

Neste artigo você vai aprender:

  1. O que é DeFi?
    1.1. O problema dos serviços financeiros centralizados
    1.2. Por que o DeFi é importante?
  2. Como funciona o DeFi?
    2.1. O que é um contrato inteligente?
    2.2. O que são os dApps?
    2.3. Corretoras Descentralizadas (DEXs)
    2.4. Stablecoins Descentralizadas
    2.5. Empréstimos Descentralizados
    2.6. Mercados de previsão descentralizados
    2.7. Yield farming
    2.8. Sintéticos descentralizados
    2.9. Seguros descentralizados
  3. Como investir em protocolos DeFi?
    3.1. Taxas de operação
    3.2. Como investir nos tokens DeFi?
    3.3. Os 10 tokens DeFi mais valiosos em 2022.
  4. Quais os riscos de se investir em DeFi?
  5. Perspectivas para o futuro

O que é DeFi?

DeFi é a sigla para “Decentralized Finances”, ou “Finanças Descentralizadas”, em português. O termo abrange um amplo conjunto de funcionalidades em serviços financeiros descentralizados, executados sem a atuação de qualquer agente central intermediário, tal como a criação de aplicativos baseados em blockchain (dApps), o desenvolvimento de contratos inteligentes (smart contracts), ou a realização de transações de ponto a ponto (p2p), por exemplo.

As finanças descentralizadas refletem o fluxo contínuo que se instaurou na economia global a partir da revolução que deu origem ao bitcoin e todos os outros criptoativos, a tecnologia blockchain – o livro-razão descentralizado, transparente e imutável que reúne os usuários em uma rede de computadores, validando e registrando o histórico das transações efetuadas.

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Vamos aprofundar a compreensão disso entendendo a razão pela qual os protocolos DeFi se fazem tão emergentes.

O problema dos serviços financeiros centralizados

Em geral, serviços financeiros como conhecemos são absolutamente centralizados e pouco inclusivos. Atualmente, cerca de 1,7 bilhão de pessoas em todo o mundo não têm acesso a bancos. Ou seja, nem sequer participam do sistema financeiro comum.

Por outro lado, para aquelas pessoas que têm ou já tiveram conta aberta em bancos tradicionais, é natural que estejam submetidas a limites desiguais impostos pela instituição para utilização de seus serviços, muitas vezes privados, acessíveis apenas por uma pequena e privilegiada parcela da sociedade.

Nos acostumamos à realidade em que para conseguir um empréstimo, por exemplo, o cidadão comum deve fornecer todos os seus dados ao banco, que inicia um verdadeiro inquérito sobre ele: verifica a sua renda, seu nome junto aos órgãos de proteção ao crédito e até o propósito sobre o destino do dinheiro tomado emprestado.

Os bancos mantêm o poder de controle total desse processo altamente invasivo. Ao fim dele, decidem se aprovam (ou não) um simples empréstimo para o cidadão. Com a “sorte” de ser concedida, a soma emprestada será paga em algumas parcelas com as taxas de juros mais altas do mundo, além de eventuais taxas de manutenção, reajustes e/ou multas por cancelamento.

Por que o DeFi é importante?

Com o surgimento do DeFi, a relação cliente-servidor perde completamente o seu status original de dependência, num sentido radicalmente oposto ao sistema financeiro atual, convertido ao nível de equiparidade em uma nova relação fundamentada no princípio pessoa-pessoa.

A partir de um modelo totalmente distribuído, a ideia é que nenhuma entidade tenha controle ou possa interferir no acesso realmente democrático a esses serviços, executados sob o aval da inteligência artificial, com taxas substancialmente menores, apartados de qualquer hierarquia e estruturas verticalizadas.

Nesse sentido, os protocolos DeFi apontam para um mercado mais justo, livre e aberto, com níveis muito mais elevados de autonomia e transparência, norteado pelo único pré-requisito básico de participação: uma conexão com a rede mundial de computadores.

Como isso é possível? Explicamos.

Como funciona o DeFi?

Enquanto o Bitcoin opera em sua própria blockchain como uma criptomoeda pioneira no sistema de transação de dinheiro ponto-a-ponto, a blockchain da Ethereum foi igualmente precursor no desenvolvimento de aplicativos descentralizados, destacados pelo seu fundador, Vitalik Buterin, desde a publicação do white paper original do projeto, em 2013.

Reprodução: Ethereum logotipo. Fonte: Google Imagens

Por isso, ainda hoje a maioria dos serviços financeiros descentralizados ocorrem na rede Ethereum, embora outras blockchains tenham surgido ou se adaptado às tendências criadas por ela, como a Solana, Polkadot e Terra, por exemplo, que também oferecem suporte para esses protocolos.

O fato é que as linguagens de programação da rede Ethereum, como a Solidity, foram projetadas especificamente para a criação e implementação de contratos inteligentes, elementos centrais de todo o ecossistema DeFi.

O que é um contrato inteligente?

Um contrato inteligente (ou smart contract) é uma tecnologia baseada na sequência de códigos programados para oferecer uma grande flexibilidade na execução de diferentes operações e no desenvolvimento de aplicativos alternativos de blockchain.

Executado em um tipo de sistema de código aberto (open source), permite aos seus usuários o estabelecimento de fundamentos arbitrários de acordo com conjunturas específicas, nas mais diversas categorias, formatos e funções monetárias, sendo interpretados automaticamente a partir de parâmetros pré definidos.

O caráter público desses processos apontam para um cenário abrangente de múltiplas aplicações descentralizadas (dApps), desenvolvidos para uma variedade de propósitos, incluindo empréstimos, negociações, seguros, dentre muitos outros.

O que são os dApps?

DApps é o termo usado para se referir a “aplicativos descentralizados”, que são serviços computacionais utilizados para realizar ações programadas e executadas em uma rede de computadores (nós) da blockchain, de acordo com o princípio de transação peer-to-peer (P2P).

Assim como tudo na blockchain, os dApps –  também referidos por "dapps" ou “DApps” –  não respondem aos comandos de qualquer autoridade central, tendo suas funcionalidades, limites e demais elementos programados definidos única e exclusivamente por sua comunidade.

Geralmente construídos na rede Ethereum, os dApps constituem o ecossistema DeFi sob um conceito conhecido como Money Legos. Basicamente, isso significa que eles são interoperáveis ​​e combináveis, em um movimento de constante aprimoramento e produção de soluções disruptivas realmente inovadoras.

Vamos conhecer alguns dos principais aplicativos descentralizados mais utilizados por investidores de todo o mundo.

Corretoras Descentralizadas (DEXs)

Uma exchange descentralizada é uma plataforma de negociação de criptoativos que depende unicamente da tecnologia de contrato inteligente e blockchain para dar suporte às ações de mercado dos usuários, possibilitando que os investidores comprem e vendam diretamente entre si através do modelo peer-to-peer de negociação.

O processo de câmbio, swaps, derivativos e acordos de um modo geral são realizados de maneira totalmente anônima, sem qualquer necessidade de fornecimento de dados por parte do usuário: uma exigência muito comum em corretoras centralizadas (CEXs).

Essa certamente foi uma das muitas razões pelas quais esses protocolos cresceram tanto nos últimos anos, alcançando altos volumes de negociação e um número cada vez maior de carteiras ativas. Aqui está uma lista com algumas das maiores exchanges descentralizadas do mundo.

Uniswap

Reprodução: interface app.uniswap.org

De longe a maior DEX do setor, a Uniswap tem uma participação de mercado de quase 80%, segundo os dados da Dune Analytics. Lançada em 2018, a exchange foi precursora do formador automático de mercado (AMM), popularizado e replicado por diversos outros protocolos existentes.

Curve

Reprodução: interface curve.fi

A Curve Finance (CRV) é uma corretora descentralizada focada em negociações de  stablecoins. Basicamente realiza operações semelhantes às da Uniswap, porém com especialidade em ativos com paridade um para um com moedas fiduciarias. Isso faz da Curve uma das primeiras opções para quem busca prover liquidez para o mercado com riscos mais brandos.

SushiSwap

Reprodução: interface app.sushi.com


Considerada um clone do modelo desenvolvido pela Uniswap, a SushiSwap também realiza os trades e as trocas de criptomoedas a partir do sistema AMM. Ainda assim, é uma das DEX’s pioneiras do mercado e está entre as mais valiosas, com  

1inch Exchange

Reprodução: interface app.1inch.io

A 1inch é uma DEX que utiliza protocolos de liquidez baseados em algoritmos super facilitadores. A plataforma é considerada um agregador e permite que o usuário possa comparar os preços de um token em diversas corretoras simultaneamente.

Balancer

Reprodução: interface app.balancer.fi


A Balancer é mais uma exchange descentralizada que opera de acordo com o  formador automático de mercado (AMM). A DEX cria um mecanismo para a troca de Tokens ERC-20, permitindo a geração de liquidez para o mercado e a criação de renda passiva com taxas personalizáveis.

Stablecoins Descentralizadas

O objetivo geral do ecossistema DeFi, como um sistema financeiro mais descentralizado, não poderia ser alcançado sem a utilização de stablecoins controladas exclusivamente pela comunidade.

As stablecoins descentralizadas exercem um papel fundamental, tanto enquanto instrumentos para transferências e armazenamento de valores, quanto como geradoras de rendimento em protocolos de empréstimo, câmbio e muitos outras.

A principal e mais utilizada é o token Dai.

Reprodução: Logotipo Dai . Fonte: Google Imagens


De acordo com o white paper do MakersDAO, protocolo que permite a geração da stablecoin, “Dai é uma criptomoeda descentralizada, imparcial e lastreada em garantias, atrelada ao dólar americano. Resistente à hiperinflação devido à sua baixa volatilidade, a Dai oferece liberdade econômica e oportunidades para qualquer pessoa, em qualquer lugar.”

Empréstimos Descentralizados

Os empréstimos DeFi são aplicações que permitem ao usuário emprestar criptoativos, bem como tomá-los emprestados, por em um sistema distribuído, descentralizado e totalmente anônimo. Esta é uma das opções de interação com o ecossistema das finanças descentralizadas que mais atraem investidores e credores, com possibilidade de ganhos a riscos relativamente baixos.

Alguns protocolos financeiros se destacam, como a AAVE, Compound, Anchor, Abracadabra e Venus, por exemplo. Atualmente, o maior expoente dessa categoria de aplicações descentralizadas é a plataforma MakerDAO, com quase 20 bilhões de dólares em valor total bloqueado.

Reprodução: Logotipo MakerDAO. Fonte: Google Imagens

Como dissemos acima, a plataforma de governança descentralizada MakerDAO é habilitada pela DAI, uma stablecoin atrelada ao dólar americano. O protocolo é composto por um conjunto de contratos inteligentes projetados para manter a estabilidade de preços da DAI, permitindo que a moeda sirva de instrumento para a maioria dos demais protocolos em suas diversas categorias.

Mercados de previsão descentralizados

Mercados preditivos são mercados nos quais realizam-se apostas acerca de cenários prováveis em eventos futuros, muito comum nas bolsas de valores em todo o mundo.

A finalidade das atualização descentralizada desse tipo de atividade é oferecer a mesma função de investimento, porém sem intermediários centrais. Aqui estão alguns dos principais protocolos desta categorias de aplicações descentralizadas:

  • PlotX
  • Polymarket
  • Omen.eth
  • Gnosis
  • Augur

A possibilidade de criação de um mercado de apostas não está necessariamente restrita às previsões de preço no mundo das criptomoedas, podendo ser estendida aos esportes, games, política e até entretenimento, por exemplo.

Yield farming

Para os investidores que estão dispostos a assumir riscos, a prática do yield farming é uma boa oportunidade. Trata-se de uma estratégia que envolve arriscar ou emprestar ativos criptográficos com o objetivo de gerar retornos mais expressivos.

Para aderir ao yield farming, no entanto, é necessário fazer o staking desses ativos nas pools de liquidez, ou seja, bloqueá-los por um período definido em troca de juros. Com isso, o investidor deve levar em conta o caráter altamente volátil das criptomoedas e decidir se corre o risco de se expor a uma possível desvalorização do ativo.

Sintéticos descentralizados

Synthetix é um protocolo de liquidez de derivativos em que são sintetizados ativos negociados na “vida real”, como ações, índices de ações, ouro, prata, ativos do mercado forex, commodities, criptomoedas, dentre muitos outros disponíveis para trade nesta DEX.

Reprodução: interface synthetix.io

A Synthetix roda na rede Ethereum e usa duas criptomoedas para as suas operações de conversão entre ativos na blockchain: sua criptomoeda nativa, a Synthetix Network Token (SNX), e os sintetizadores, que podem simular qualquer ativo, precificados com o auxílio de oráculos disponibilizados pela Chainlink.

Seguros descentralizados

Plataformas de Seguros Descentralizadas permitem a criação de contratos inteligentes para estabelecer um acordo pelo qual o usuário fornece uma garantia de compensação para proteger seus fundos de investimento contra diversos riscos possíveis, como ataques hackers ou falhas operacionais, por exemplo.

Da mesma forma, essas aplicações podem ser feitas em terrenos extra-financeiros, como seguro para uma pessoa ou instituição em caso de perda, dano, doença, morte ou qualquer outro acontecimento imprevisto.

InsurAce Protocol, Nexus Mutual, Opium Insurance são alguns protocolos utilizados atualmente.

Como investir em protocolos DeFi?

Em geral, para interagir com protocolos da rede Ethereum é necessário transferir ETH - o token nativo da Ethereum - de suas carteiras, corretoras ou criptobancos, para uma wallet online compatível. A mais utilizada sem dúvida é a MetaMask.

"O que é MetaMask?"


Com o ETH devidamente depositado em sua carteira Metamask, o usuário poderá fazer uso dos serviços descentralizados diretamente nas plataformas, conectando a sua wallet de acordo com os requisitos de cada protocolo, sem a necessidade de qualquer cadastro ou fornecimento de dados de identificação para isso.

Taxas de operação

Para cada ação realizada nos dApps, são cobradas taxas de gás, descontadas do saldo da sua carteira em Gwei (a menor unidade de Ether, equivalente a 0.000000001 ETH).

Essas taxas variam de acordo com o volume de negociações na plataforma e também com a velocidade das operações, determinada pelo usuário. Portanto, quanto mais congestionada estiver a plataforma, maior serão as taxas. Da mesma forma, quando mais tempo o usuário estiver disposto a esperar para a validação das operações, as taxas tendem a diminuir de valor.

É possível acompanhar a variações oficiais das taxas de gás em tempo real na ETH Gas Station.

Reprodução: interface ethgasstation.info


O custo pelo gás - que pode ser traduzido como "gasolina" ou “combustível - serve para recompensar os mineradores pelas validações das transações realizadas, garantindo a estabilidade e segurança da rede.

Como investir nos tokens DeFi?

Os tokens DeFi são tipos de moedas geralmente projetadas para alimentar as redes de blockchain das quais são nativas em diversas utilidades diferentes, como por exemplo a governança, que concede poder de voto e gerência aos seus usuários para decidir sobre as ações ou qualquer implementação na rede.

Investir em um token DeFi é a maneira mais popular de estar inserido de alguma forma no universo DeFi.

Por serem criptomoedas cuja negociação é acessível nas corretoras centralizadas tradicionais - líderes em volume de mercado -, essa forma de negociação não depende de níveis mais elevados de conhecimento técnico sobre a utilização de protocolos descentralizados.

Aliado a essa facilidade para a negociação, uma exponencial atenção do mercado para o setor DeFi faz com que os tokens dessa classe de ativos estejam entre os maiores e mais valiosos projetos, tanto em capitalização de mercado (que já ultrapassa os 141 bilhões de dólares), quanto em volume de trading (em torno de 14 bilhões de dólares).

Os 10 tokens DeFi mais valiosos em 2022.

  1. Terra (LUNA) - Cap. de Mercado de 33,002,344,381 bilhões de dólares
  2. Avalanche (AVAX) - Cap. de Mercado de 20,758,990,301 bilhões de dólares
  3. Wrapped Bitcoin (WBTC) - Cap. de Mercado de 10,677,413,851 bilhões de dólares
  4. Dai (DAI) - Cap. de Mercado de 9,722,505,082 bilhões de dólares
  5. Chainlink (LINK) - Cap. de Mercado de 6,488,988,755  bilhões de dólares
  6. Uniswap (UNI) - Cap. de Mercado de 6,146,221,991 bilhões de dólares
  7. Fantom (FTM) - Cap. de Mercado de 4,309,785,480 bilhões de dólares
  8. Theta Network (THETA) - Cap. de Mercado de 2,877,925,298 bilhões de dólares
  9. Tezos (XTZ) - Cap. de Mercado de 2,801,338,159 bilhões de dólares
  10. THORChain (RUNE) - Cap. de Mercado de $1,892,111,555 bilhão de dólares

Você pode acompanhar as cotações em tempo real na categoria DeFi do site CoinMarketCap.

Quais os riscos de se investir em DeFi?

Assim como em qualquer investimento, é preciso estar atento aos possíveis riscos do DeFi:

  • Segurança: embora a segurança das aplicações descentralizadas tenha evoluído muito, acompanhando o crescimento do setor, invasões de cibercriminosos ainda acontecem com alguma frequência, sobretudo em projetos na fase inicial de desenvolvimento. É recomendado que antes de investir em qualquer projeto, você se certifique de que ele resistiu minimamente à prova do tempo.
  • Bugs: o DeFi também está sujeito a eventuais falhas/bugs no funcionamento dos contratos inteligentes. Recentemente, um hacker se aproveitou de um erro no software que o protocolo MonoX Finance utiliza para registrar contratos inteligentes e retirou 31 milhões de dólares que estavam retidos na plataforma. Esse é um risco mais comum em plataformas menores, com pouco tempo de mercado.
  • Volatilidade: ativos de renda variável, em geral, oscilam bastante de preço e são considerados investimentos de alto risco. Tokens, criptomoedas e criptoativos como um todo, são ainda mais voláteis. Quedas bruscas e altas repentinas fazem parte da natureza desse jogo. Caso você não queira estar exposto a isso, considere outras opções de investimento.

Perspectivas para o futuro

Se considerarmos que o ecossistema DeFi foi criado há quase uma década atrás, podemos deduzir que um natural amadurecimento esteve junto a esse processo. Conforme os protocolos DeFi estenderam a sua atuação às mais diversas ferramentas financeiras, alguns problemas na execução de mecanismos como liquidez, escalabilidade, segurança e centralização, surgiram.

A resolução desses problemas se tornou emergente e melhorar as deficiências das finanças descentralizadas exigiu uma nova versão delas mesmas. O chamado DeFi 2.0 é um movimento que busca superar as falhas de seus antepassados, evoluindo os serviços descentralizados para um patamar ainda mais inovador.

O fato é que essa é uma característica comum às tecnologias de uma forma geral, sobretudo àquelas que resistem ao tempo. E as finanças descentralizadas não somente sobrevivem aos seus constantes processos de aperfeiçoamento, como tendem a estar cada vez mais vivas na maneira como a economia global passará a se comportar nos próximos anos.

Agregadores de informações:

Defipulse

Alethio Reporting

Skew

DeFi Market Cap

Dappradar

Glassnode

Dune Analytics

The Block


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O Conteúdo deste Blog está disponível para fins meramente informativos e educacionais. Os artigos postados não constituem e não devem ser encarados, em nenhuma hipótese, como qualquer aconselhamento ou recomendação de investimento, tampouco como garantia de resultados ou rentabilidades em investimentos de qualquer natureza.

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Ailton Filho

Professor, content producer, executive MBA in marketing, technologies and digital business. Politics, philosophy and finances • Living the cryptoeconomic revolution.