Há milhares de anos o ouro vem sendo usado como forma de investimento por suas propriedades únicas, sendo a principal delas a escassez. Contudo, com o progressivo avanço tecnológico, novas fontes de ouro podem começar a surgir, trazendo problemas para os investidores com grandes posições no ativo.

Durante uma entrevista na semana passada, os bilionários irmãos Winklevoss, disseram que Elon Musk, fundador da Tesla e SpaceX, pode inundar o planeta Terra com ouro extraterrestre.

Os irmãos, mais conhecidos pelo processo contra Mark Zuckerberg pela criação do Facebook, apostam no Bitcoin como um investimento melhor do que o ouro, por serem limitados digitalmente.

Segundo os irmãos, Musk, que acaba de se tornar a 4ª pessoa mais rica do mundo, vai minerar enormes quantidades de ouro de asteroides em torno da Terra. Caso isso venha a acontecer, terminada a escassez do metal precioso, seu valor – que tem passado por diversas valorizações recentemente - iria despencar.

Perspectiva Bitcoin

Os irmãos Winklevoss são detentores de cerca de 1% de todas as reservas de Bitcoin do mundo e continuam apostando na tecnologia como futuro das transações de valores.

Embora não haja indício de que Musk tenha uma estratégia de mineração espacial, os gêmeos instigaram uma questão muito debatida no setor de criptoativos: a escassez.

Atualmente, a perspectiva é de que o ouro continue valorizando-se frente ao papel moeda emitido por bancos centrais. E a escassez do tradicional metal deve-se acentuar ainda mais por conta do limite na mineração que muitas das principais minas do mundo estão perto de atingir. Contudo, a natureza do ouro como um elemento químico se mantém desfavorável para o investidor que busca unica e exclusivamente escassez: o ouro pode ser reciclado, criado, coletado na água do mar e minerado em asteroides.

Embora as soluções acima ainda pareçam distantes, principalmente pelo custo excessivo, o mundo está cada vez mais eficiente e a possibilidade é de que alguma das novas fontes dilua o ouro é considerável.

“Há bilhões de dólares em ouro flutuando em asteróides ao redor deste planeta, e Elon vai subir lá e começar a minerar ouro. […] É por isso que o ouro é um problema, porque o suprimento não é fixo como o Bitcoin.”

Ao contrário do ouro e moedas fiduciárias como Dólar ou Real, por exemplo, o Bitcoin é o único ativo que possui uma contagem precisa de seu volume real. São 21 milhões de unidades possíveis.

“O único ativo fixo na galáxia”, disseram os Winklevoss sobre a principal criptomoeda do mercado. Enquanto no caso do ouro, não se sabe exatamente a quantidade existente no planeta Terra – muito menos fora dele. Já o papel-moeda, um péssimo investimento para aqueles que querem conservar seu poder de compra, pode simplesmente ser impresso, como está ocorrendo nos EUA e agora no Brasil, com a nova cédula de R$ 200.