O presidente da Argentina, Alberto Fernandez, sugeriu que é receptivo à ideia de que a criptografia desempenhe um papel mais importante na economia argentina, apesar de seu próprio ceticismo.

Durante uma entrevista no Caja Negra, o presidente foi questionado se consideraria fazer uso de uma moeda digital do banco central, ou talvez até mesmo emular El Salvador e adotar o Bitcoin como credor legal. "Não quero ir muito longe, mas não há razão para dizer 'não'", disse Fernandez. "Talvez seja um bom caminho a seguir."

“Dizem que a vantagem é que o efeito inflacionário é amplamente anulado”, explicou.

A inflação é hoje o grande problema da política monetária argentina, e tem sido sentida na pele pela população. De acordo com os dados do próprio governo sobre a inflação, US $ 100 no início do mandato de Macri seriam equivalentes a US$ 661 hoje.

O país também impõe fortes controles cambiais, o que provocou um boom no mercado negro de moeda estrangeira - algo muito diferente da realidade salvadorenha, onde o dólar americano tem curso legal.

O interesse em criptomoedas aumentou consideravelmente na Argentina nos últimos anos, em grande parte porque pode ser usado como exposição indireta ao dólar americano, que protege os investidores no país da desvalorização da moeda local, o peso argentino.