Você já deve ter visto muitas vezes os termos "token" e "criptomoedas", certo? Mas você sabia que elas são essencialmente diferentes? Veja nesse artigo quais são essas diferenças e como aplicá-las nos seus investimentos

Você sabe qual é a diferença entre criptomoedas e tokens?

CapExplain May 3, 2022

Não é novidade que os ativos digitais estão, literalmente, caindo nas graças do grande público pelas potencialidades de lucro e pela flexibilidade de investimentos.

Para tomar a melhor decisão sobre quais tipos de tokens investir, você precisa entender os tipos de tokens existem, quais são suas características e se estão de acordo com seus objetivos de investimentos.

Nosso objetivo neste artigo é oferecer informações que ajudem na sua tomada de decisão a partir do entendimento sobre o que são tokens, ativos digitais e as diferenças entre os tokens e as criptomoedas.

Essencialmente, criptomoedas tem a função financeira de conferir valores para determinadas movimentações. Já os tokens são ativos que atuam para garantir que um bem de consumo real tenha legitimidade no meio digital.

Ainda não entendeu muito bem? Calma, que esse texto foi pensado para tirar suas dúvidas sobre o assunto. Confira!


Nesse artigo você vai encontrar:

  1. O que é, efetivamente, um token?
  2. Mas, afinal, o que são os ativos digitais?
  3. Como comprar um token?
    3.1. Tokenização
    3.1.1. 1ª fase: Estruturação do Token
    3.1.2. 2ª fase: Emissão
    3.1.3. 3ª fase: Distribuição
    3.1.4. 4ªfase: Governança
    3.2. Já ouviu falar de token de ativo?
  4. Diferença entre tokens e criptomoedas

O que é, efetivamente, um token?

Em linhas gerais, podemos entender um token como sendo uma representação de um bem de consumo real de forma digitalizada.

Por esse motivo, são chamados de ativos digitais, pois são usados como parte de um ecossistema em um determinado tipo de projeto. Dessa forma, não dependem de uma cadeia própria de blockchain, como acontece com as criptomoedas.

Apesar dos tokens e das criptomoedas compartilharem um mesmo espaço de atuação, eles estão em classes de ativos digitais bastante distintas.

O token é um código composto por números que, inicialmente, era usado no e-banking como uma maneira de aumentar a segurança das transações via internet quando essa tecnologia começou a ser utilizada em grande escala.

Nos primórdios, o token era físico, oferecendo acesso a uma senha instantânea para os usuários.

Essa tecnologia evoluiu e, hoje, o funcionamento do token vai variar de acordo com o projeto em que ele será utilizado e da categoria em que vai se enquadrar.

Geralmente, esses tokens orbitam em uma blockchain e são baseados em smart contracts, ou contratos inteligentes. Além disso, os tokens também podem ser categorizados como forma de pagamento.

Mas, afinal, o que são os ativos digitais?

Entender a diferença entre tokens e criptomoedas passa, necessariamente, pela compreensão do que são ativos digitais.

Por mais que você ache que ativos digitais, criptomoedas e tokens sejam sinônimos, na verdade, eles guardam diferenças essenciais.

Pensando de forma generalizada, o ativo digital caracteriza-se como um ativo não tangível que, após criado, pode ser negociado e armazenado digitalmente.

Já as criptomoedas e os tokens podem ser considerados subcategorias mais específicas de ativos digitais, utilizadas e administradas com tecnologia avançada de criptografia que garante a autenticidade desses ativos, o que oferece a segurança para o usuário de que seja um bem falso ou que foi comercializado mais de uma vez.

Tokens e criptomoedas são “criptoativos”, como você já deve ter lido em diversos locais.

Comprar uma criptomoeda é um processo diferente de adquirir um token.

Como comprar um token?

Se o token representa um bem real em formato digitalizado, ele pode ser comercializado. Sendo assim, seu valor monetário desse token vai seguir o valor do bem que ele representa.

Normalmente, os tokens são criados para fazerem parte de algum tipo de um projeto e, diferentemente da estrutura das criptomoedas, não dependem de uma rede de blockchain própria.

Uma empresa cria tokens de acordo com o negócio em que ela atua como uma forma de interagir e engajar seus usuários, como é bem comum no mundo dos games, por exemplo.

Os tokens estão divididos em algumas categorias:

  • Tokens de segurança;
  • Tokens de capital;
  • Tokens de apps;
  • Tokens de pagamentos;
  • NFTs.

Vale um parágrafo sobre os NFTs, que são únicos e funcionam como um certificado de autenticidade para algum produto.

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Tokenização

É chamado de tokenização o processo em que se fragmenta um ativo real em muitas partes digitalizadas para facilitar o acesso e negociação desses ativos digitais.

Esse tipo de investimento está colaborando para mudar a visão que as pessoas têm sobre o mercado financeiro de uma maneira geral, ajudando a disseminar a ideia de investimentos descomplicados e para o grande público, o que é positivo tanto para quem investe, quanto para quem negocia os ativos.

Apesar de muitos usuários já realizarem investimentos desse tipo, ainda pode ser notada uma falta domínio sobre o processo de tokenização que pode ser compreendido por 4 fases:

1ª fase: Estruturação do Token

A empresa tokenizadora avalia o ativo que vem de um determinado emissor e valida a existência desse bem e se atende aos requisitos pré-definidos nessa validação.

Será estabelecido um contrato jurídico que garante os direitos dos proprietários do referido token.

Em alguns casos, nesse momento, uma conta pode ser aberta, para captar os recebimentos que estiverem relacionados ao investimento.

2ª fase: Emissão

Nessa fase, os smart contracts são criados automaticamente dentro da Blockchain. É nesse momento que a tokenização é efetivada, quando o ativo se torna um token propriamente dito, quando ele se transforma em um ativo digital seguro e imutável.

3ª fase: Distribuição

Agora que os tokens estão disponíveis, eles podem ser distribuídos dentro das plataformas publicamente. Dessa forma, os investidores podem adquirir quantos tokens desejarem de acordo com o montante de investimentos que tiverem disponível.

Quando essa oferta é efetivada, esse investidor passa a ter direitos sob o ativo.

4ªfase: Governança

Trata-se do controle de quem investe em tokens, ou seja, os investidores. Automaticamente, ao adquirir um tokens, eles passam a ter direitos sobre o investimento realizado, incluindo o retorno.

Eles podem acessar o projeto ao qual o token faz parte e acompanhar o desenvolvimento dos processos relacionados, podendo, inclusive, interagir com os emissores.

Já ouviu falar de token de ativo?

Para ter total entendimento sobre o processo de tokenização, você precisa compreender o que é e como funciona o token de ativo.

Se os tokens são representações digitais de frações de um ativo, estão divididos nas categorias tangíveis (imóveis e automóveis) e intangíveis (patentes, por exemplo). Além disso, o valor de cada ativo sempre pode ser fracionado em partes entre os investidores.

Se um empreendimento imobiliário custa R$ 1 milhão, ele pode ser fragmentado em diversas partes entre os investidores. Todas as partes integrantes desta negociação sempre vão lucrar ou ter prejuízo de acordo com o valor de mercado desse imóvel, caso ele seja revendido.

Os tokens aumentam a liquidez dos ativos, com facilidade de acesso para quem investe e redução de custos.

Pensando de forma generalizada, o ativo digital caracteriza-se como um ativo não tangível que, após criado, pode ser negociado e armazenado digitalmente. 

Diferença entre tokens e criptomoedas

As criptomoedas são ativos provenientes de uma rede blockchain e usadas como uma ferramenta para transações financeiras que trazem consigo um valor específico dentro do contexto em que estão inseridas.

São movimentadas de forma descentralizada e emitidas na blockchain em que estão inseridas, não por bancos ou governos.

Em muitos casos, as criptomoedas não são usadas apenas para pagar taxas de transação na rede, mas também para incentivar os usuários a manter a rede da criptomoeda segura.

Como vimos anteriormente, o token representa um bem de consumo real de forma digitalizada.

Dessa forma, é possível perceber que, apesar de estarem debaixo de uma espécie de “guarda-chuva” dos ativos digitais, eles têm funções diferentes dentro do ecossistema financeiro.

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O Conteúdo deste Blog está disponível para fins meramente informativos e educacionais. Os artigos postados não constituem e não devem ser encarados, em nenhuma hipótese, como qualquer aconselhamento ou recomendação de investimento, tampouco como garantia de resultados ou rentabilidades em investimentos de qualquer natureza.

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Joanna Medeiros

Jornalista, produtora de conteúdo digital, MBA em Marketing e Comunicação. Acompanhando o mercado financeiro mudar através dos "olhos" da Capitual.