A tecnologia é "viva", evolui e se modifica a cada dia. Não é diferente com as transações com criptomoedas. A DAG é apontada como uma forte candidata a receber o bastão da blockchain na viabilização das movimentações com cripto. Veja como abaixo!

Qual a relação entre o DAG e as criptomoedas?

CapExplain May 19, 2022

Atualmente, os Gráficos Acíclicos Direcionados ou DAGs (Directed Acyclic Graphs), estão em alta no mercado cripto  por representarem uma alternativa para o uso da blockchain na construção de redes para transações com criptomoedas.

Apesar dos muitos testes recentes, o número de projetos estruturados com base nessa tecnologia ainda é considerado baixo, pois ainda está em fase de testes.

A necessidade de criação de uma nova tecnologia que viabilize as transações com criptomoedas se tornou imperativa, visto que os estudiosos acreditam que a Blockchain vem limitando a expansão dessas movimentações.

Em paralelo ao desenvolvimento do DAG, existem algumas outras iniciativas rolando no mercado de criptomoedas para aprimorar essa estrutura.

Dessa forma, as alternativas sugerem aumento dos tamanhos dos blocos ou redução o tempo de validação na rede... isso só para começar.

Logo, nosso objetivo com este artigo é te atualizar sobre essa tecnologia cujo desenvolvimento avança a cada. Confira abaixo!

Nesse artigo você vai encontrar:

  1. O que é DAG e qual é a sua origem?
  2. O que o DAG tem a ver com as criptomoedas?
  3. Entenda as propriedades fundamentais dos DAG
  4. Exemplos de projetos que usam os DAG
  5. DAG x Blockchain: O que é melhor?

O que é DAG e qual é a sua origem?

O conceito de gráficos acíclicos dirigidos não é uma novidade e pode ser explicado através da Teoria dos Grafos. São usados há bastante tempo na matemática e também em projetos de programação.

Primeiro, uma explicação mais teórica: um grafo acíclico normal é formado por vértices (ou nós, como na cadeia Blockchain) e bordas (seriam os blocos) que conectam outros pares de vértices. Um gráfico acíclico dirigido é um grafo orientado sem ciclos dirigidos. São ligações que não respeitam padrões em si. São ligações aleatórias.

Exemplo de um grafo acíclico direcionado

Já os grafos direcionados, essas conexões seguem uma orientação bem definida entre seus vértices. As sequências sempre são as mesmas no começo e no final da borda e isso se repete em todas as sequências de forma dirigida e consistente.

Exemplo de estrutura da Blockchain

Nesse sentido, os grafos acíclicos dirigidos não existem ciclos, ou seja, podem ser infinitos, tornando praticamente impossível identificar começo e fim.

O que o DAG tem a ver com as criptomoedas?

Desse modo, após entender essa estrutura, você deve estar se perguntando: Qual a relação do DAG com as transações com criptomoedas e a blockchain? É possível usar o DAG da mesma forma que usamos a blockchain?

Na realidade, dentro desse contexto, é possível perceber que o DAG não é uma tecnologia que vá “tomar o lugar” do sistema blockchain, mas pode ser entendido como uma evolução dele.

Antes de tudo, entenda que a blockchain é um agrupamento de informações que atua de forma ordenada e segura com base em criptografia e dados inter relacionados. Nesse contexto essa relação não pode ser alterada em nenhum dos pontos da cadeia sem que haja uma substituição nos blocos posteriores.

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Nesse sentido, quando uma cadeia blockchain é modificada, imediatamente será reescrita para manter a sequência da estrutura funcionando corretamente, unindo os blocos.

Esse ajuste gera um fork, uma espécie de desvio ou uma bifurcação nessa trajetória, o que também pode ser aplicado a um DAG.

Ou seja, no caso do DAG, se uma aresta for ajustada, a relação com a cadeia será reescrita, gerando um novo DAG e, portanto, um histórico diferente (de maneira semelhante ao desvio na blockchain que descrevemos há pouco).

Isso nos mostra que dentro de um DAG é possível recriar uma mesma relação estabelecida na blockchain, usando este tipo de gráfico.

Entenda as propriedades fundamentais dos DAG

Para funcionar, os DAG devem respeitar certas propriedades básicas:

  1. Ponto de partida (origem) e um ponto final - Um fluxo com início e fim  permite a criação de uma trajetória dentro do DAG, ao passo que são gráficos direcionados. Essa "rota" não pode ser desfeita, ou seja, sempre seguirá "em frente". Enquanto segue uma trajetória consecutiva, automaticamente, é criado um histórico nos mesmos moldes dos criados na blockchain.
  2. Reescrita -  Para reescrever um DAG, é necessária uma mudança na relação entre os vértices. Isso ocorre sempre que a estrutura receber algum tipo de ajuste, como explicamos anteriormente.
  3. Trajetórias paralelas - Em um DAG, os vértices podem ser ligados de forma paralela e diferente durante uma trajetória, respeitando a relação estabelecida. Essa função visa otimizar a geração dos DAGs e potencializar a capacidade de verificação das informações, acelerando o processo.
  4. Redutibilidade - Os DAG permitem que seja feita uma espécie de “resumo” das informações em um determinado ponto da trajetória, facilitando o armazenamento das informações, compilando relacionamentos contidos em nessa trajetória e otimizando os processos sem perda de dados ou capacidade de verificação. Esse mesmo recurso não é permitido na blockchain.

Exemplos de projetos que usam os DAG

Mesmo que de forma experimental, alguns projetos já se estruturam na tecnologia DAG, representando alternativas bastante funcionais dentro do sistema de transações com criptomoedas. Conheça alguns deles:

Ethereum

Atualmente, o algoritmo de mineração da Ethereum, o Ethash, já faz uso de tecnologia DAG para a estruturação dos dados de até 5 GB, fornecendo uma base de mineração para o algoritmo Hashimoto.

IOTA

Esse é um projeto de criptomoeda direcionado para o IoT (Internet das Coisas), que busca o DAG para oferecer transações rápidas, econômicas e com projeção de escalabilidade.

Criado em 2016, visa oferecer uma infraestrutura sólida e escalável para geração de valor monetário.

Desse modo, ainda que apresente grandes potencialidades, o projeto ainda gera incertezas, pois apresentou falhas de segurança que resultaram em prejuízos de quase 50 milhões de dólares aos investidores.

DAG x Blockchain: O que é melhor?

Em suma, agora que já temos um panorama sobre cada uma das tecnologias, é natural que surja o questionamento: O que é melhor: DAG ou blockchain?

Os estudos ainda não são decisivos sobre isso, portanto, podemos dizer que não existe opção que se sobressaia à outra e, sim, uma relação de complementaridade.

Por exemplo, mesmo após cerca de uma década, a blockchain ainda é vista como uma tecnologia em desenvolvimento, devido à sua complexidade.

Portanto, os DAG são vistos como ainda mais experimentais e buscam dar continuidade ao processo dentro do contexto das transações com criptomoedas.

Tanto a tecnologia blockchain quanto o DAG visam oferecer aos usuários total segurança em suas movimentações com criptomoedas e o Capitual, um banco multimoedas que está totalmente disponível para te ajudar nesse processo.

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Joanna Medeiros

Jornalista, produtora de conteúdo digital, MBA em Marketing e Comunicação. Acompanhando o mercado financeiro mudar através dos "olhos" da Capitual.