O Reino Unido já está oficialmente fora da União Europeia, após 47 anos. No dia 1 de fevereiro passou a valer o Brexit, aprovado em um plebiscito há mais de três anos e meio, em 23 de junho de 2016. A espera durou 1.317 dias, dentro dos quais ocorreram dois adiamentos e a queda de três primeiros-ministros, além de uma série de acordos rejeitados pelo Parlamento britânico até que a saída finalmente se concretizasse.

Pouco antes da saída efetiva, símbolos do Reino Unido foram retirados de órgãos da União Europeia, como o Parlamento e o Conselho Europeu, em Bruxelas, onde as bandeiras foram removidas horas antes da saída oficial. Na última sexta-feira, o Reino Unido se tornou o primeiro país a deixar a UE desde sua criação. O evento foi celebrado com a presença de centenas de milhares de britânicos caminhando em comemoração à readquirida independência.

Em um pronunciamento uma hora antes da saída oficial, o primeiro-ministro Boris Johnson afirmou que o Brexit “não é um fim, mas um começo” e “um momento de renovação e mudança nacional”. Segundo Johnson, é o momento de "usar esses novos poderes, essa soberania readquirida para oferecer as mudanças pelas quais as pessoas votaram". "Seja controlando a imigração ou criando portos livres, libertando nossa indústria pesqueira ou fazendo tratados de livre comércio, ou simplesmente criando nossas leis e regras para o benefício do povo deste país".

O primeiro-ministro disse ainda que o bloco europeu se desenvolveu de uma forma que não serve mais para o Reino Unido, mas que a intenção é manter uma boa relação, mesmo fora da UE. "Queremos que este seja o começo de uma nova era de cooperação amigável entre a UE e um Reino Unido energético, um Reino Unido que seja simultaneamente um grande poder europeu e verdadeiramente global em nosso alcance e nossas ambições", afirmou.