Retrospectiva Cripto 2022: confira as principais notícias

CapExplain Dec 15, 2022

Com a proximidade do encerramento do ano, tradicionalmente, as pessoas ficam mais reflexivas e tendem a fazer uma análise do ano que passou para tentar melhorar diversos aspectos da vida no que virá.

Como suas finanças estão nesse rol de aspectos fundamentais para a sua felicidade e realização, nós, do Capitual, também fizemos a nossa retrospectiva para te relembrar sobre o comportamento do mercado cripto em 2022.

Assim, queremos te ajudar a tomar as melhores decisões quanto aos seus investimentos em 2023, com toda a liberdade que você precisa e merece.

Acreditamos que saber de onde viemos nos dá uma boa ideia de para onde queremos ir e, com dinheiro, seus planos podem e devem ser estruturados para que seus sonhos se realizem como e quando você quiser. Confira os principais acontecimentos que marcaram o mercado cripto em 2022 e planeje seus investimentos para 2023.

Nesse artigo você encontra:

1. Bitcoin no "inverno cripto"?
2. Eficiência energética
2.1. Sustentabilidade
2.2. Consumo de energia das luzes de Natal dos EUA
3. Cenário da valorização de criptomoedas é real

Bitcoin no “inverno cripto”?

O mercado de criptoativos teve seus altos e baixos em 2022 (como já era de se esperar, já que falamos de um investimento que tem seus riscos agregados). Algumas quedas acentuadas foram registradas ao longo do ano e elas ficaram conhecidas como o “inverno cripto”.

Na teoria, o inverno cripto é o período em que as cotações das criptomoedas (em geral) caem significativamente. O Bitcoin, por exemplo, registrou momentos de queda no início do ano para mais da metade do valor em 90 dias.

Nesse período, o bitcoin estava cotado em cerca de US $47 mil (cada um). Em junho, ele chegou à marca de US $19 mil. No mês de novembro, o valor foi de US $16 mil.

Essas quedas podem ter uma explicação: o cenário internacional instável (impulsionado em grande parte pelo conflito na Ucrânia que impactou não só a economia, mas também a mineração de cripto através da crise energética na Europa).

Eficiência energética

Por falar em consumo de energia atrelado às criptomoedas. The Merge na rede Ethereum, que transformou os mecanismos de consenso de Proof of Work (PoW) para Proof of Stake (PoS), trouxe mais uma vez à tona o debate sobre a questão da sustentabilidade no que diz respeito à forma como as criptomoedas são mineradas.

O Ethereum rodava no mesmo mecanismo PoW do Bitcoin, que é considerado insustentável do ponto de vista ambiental.

No dia 15 de setembro de 2022, a partir do momento em que a Ethereum substituiu seu mecanismo PoW pela alternativa PoS, não há mais uma rede de dispositivos de mineração intensivos em energia competindo entre si para criar o próximo bloco para o blockchain subjacente.

Assim, a riqueza desempenha um papel fundamental no processo de criação de blocos que faz uso do PoS. Ou seja, uma certa quantidade das moedas são bloqueadas como garantia no processo de staking (ou seja, colocadas “em jogo”) e o software seleciona aleatoriamente um “staker” para criar o próximo bloco para o blockchain.

Dessa forma, independentemente de uma rede executar PoW ou PoS, criar o próximo bloco para o blockchain proporciona ao criador uma recompensa, mas no PoW a chance de obter essa recompensa só poderia ser aumentada com o emprego de mais dispositivos que consomem muita energia.

O PoS pode apenas incentivar a aquisição de uma participação maior para aumentar as chances de criação de um novo bloco, mas o poder computacional do dispositivo não é relevante para esse processo.

Um dispositivo participante ainda pode ter que atender a alguns requisitos (por exemplo, capacidade de armazenamento ou largura de banda), mas melhorar as especificações não trará mais recompensas.

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Sustentabilidade

Mesmo que o mecanismo PoS da rede Ethereum apresente uma melhora significativa em relação ao PoW da Ethereum no quesito consumo de eletricidade da rede, é importante lembrar que a tecnologia blockchain em geral não é energeticamente eficiente em comparação com alternativas mais centralizadas.

Isso porque blockchains são livros-razão distribuídos onde os dados e processos são replicados pelos diferentes nós da rede, o que acaba acarretando em uma redundância significativa de dados de transações.

No que diz respeito ao funcionamento da blockchain, esse processo se faz necessário para confirmar o caráter descentralizador mas, do ponto de vista ambiental, se reflete de forma negativa.

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Consumo de energia das luzes de Natal dos EUA

Para fazer um comparativo sobre consumo energético e mineração sustentável, já parou para pensar que dezembro é um mês em que milhares de dólares em energia por conta do consumo das luzes de Natal, típica tradição americana? Esse consumo pode ser maior do que o de países inteiros em outros continentes no mesmo período.

As luzes natalinas que enfeitam as ruas e se tornam até mesmo pontos turísticos no período das festas de final de ano americanas, geram um impressionante consumo de energia elétrica de 6,63 bilhões de quilowatts-hora a cada ano. E esses números só aumentam.

Muito se polemiza sobre como a estrutura de manutenção das criptomoedas estão relacionadas a um consumo desordenado de energia. E é um debate necessário.

Contudo, é importante ressaltar que a mineração consome sim uma grande quantidade energia elétrica, mas os mecanismos estão sendo aprimorados para que esse cenário seja mais sustentável do ponto de vista ambiental, como é o caso da adoção do PoS.

Inclusive, esse movimento já tem impacto nas escolhas dos investidores por criptomoedas que estejam em processo de evolução. Portanto, é uma tendência dentro do mercado cripto e os projetos que estiverem nessa onda, tendem a se destacar.

Atualmente, para minerar um Bitcoin são necessários quase 215 quilowatts-hora de energia (ou 56 milhões de quilowatts-hora por dia com base em 262.202 transações médias).

Muito se polemiza sobre o gasto energético na mineração de criptoativos, mas é importante lembrar que muitas outras práticas têm alto consumo de energia e devem ser repensadas para serem sustentáveis

Cenário da valorização de criptomoedas é real

É importante lembrar que o mercado cripto ficou bastante aquecido este ano com moedas como a Ethereum, que apresentou valorização (isso pode ser justificado ou entendido pela questão da mudança do mecanismos de consenso para PoS); a Dogecoin; a Dash; a Litecoin (especialmente como uma alternativa mais barata ao Bitcoin); Bitcoin Cash; Chainlink; Uniswap; Cake e a Matic (Polygon).

E aí? Você já conhecia essas informações? Saiba que no Capitual, nós estamos focados em te oferecer informações, aqui pelo CapBlog, para que você possa sempre fazer as melhores escolhas de investimento de acordo com os seus sonhos.

E, se você chegou até aqui e não conhece nossas redes sociais, segue a gente e fique por dentro de tudo o que acontece no mercado cripto.

Até a próxima.

#GoCapitual


O Conteúdo deste Blog está disponível para fins meramente informativos e educacionais. Os artigos postados não constituem e não devem ser encarados, em nenhuma hipótese, como qualquer aconselhamento ou recomendação de investimento, tampouco como garantia de resultados ou rentabilidades em investimentos de qualquer natureza.

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Joanna Medeiros

Jornalista, produtora de conteúdo digital, MBA em Marketing e Comunicação. Acompanhando o mercado financeiro mudar através dos "olhos" da Capitual.