Como manter a segurança dos seus dados bancários

CapExplain Mar 29, 2022

Quando pensamos em transações bancárias digitais, a primeira coisa que vem imediatamente à cabeça é: essas movimentações são mesmo seguras? Para garantir que esses dados sejam guardados de maneira absolutamente confiável, as instituições financeiras investem pesado em segurança da informação.

Com a grande quantidade de pessoas que têm acesso à tecnologia da informação, esses dados precisam ser blindados da ação de pessoas mal intencionadas, o que colabora para que novos usuários de serviços digitais tenham confiança nesse sistema.

No caso das transações com criptoativos, as pessoas que ainda estão passando pelo processo de digitalização dos seus serviços bancários, veem a segurança como um fator primordial para aderir às fintechs.

É claro, que todos os usuários querem sistemas seguros, mas quem já usa aplicativos e internet para realizar transações bancárias está um passo à frente no quesito “confiança”.

Em linhas gerais, a segurança da informação engloba diversas ações para que os dados mantenham as características: confidencialidade, integridade, disponibilidade, autenticidade e legalidade.

A internet vem democratizando diversos segmentos e o mercado financeiro não fica de fora. Para que essa ferramenta seja usada de forma apropriada dentro das suas necessidades, é fundamental falar sobre segurança.

Para se ter uma ideia, de acordo com a FEBRABAN (Federação Brasileira de Bancos), em 2021 houve um pico de movimentações bancárias via internet, um número bastante impactado pela pandemia de Covid-19.

Em 2021, o número de transações feitas por dispositivos mobile (smartphones e tablets) chegou a 52,9 bilhões, ante 37 bilhões em 2020.

Para montar um panorama, juntando todos os canais bancários disponíveis no Brasil, celular, internet, maquininhas, agências, caixas eletrônicos, correspondentes bancários e contact centers, o total das operações chegou a 103,5 bilhões, um crescimento de 20%.

Ou seja, pouco mais da metade dessas movimentações vieram de dispositivos móveis, o que é bem expressivo para a realidade econômica dos brasileiros.

Nesse artigo, queremos te mostrar a importância da segurança da informação para as instituições bancárias, mas, também, pontuar que é necessário um esforço conjunto tanto de quem oferece os serviços quanto de quem utiliza para que os dados estejam realmente seguros.


As ações voltadas para a segurança da informação são fundamentais para resguardar dados bancários sigilosos

Nesse artigo você vai ver:

  1. O que é a segurança de dados e como ela te afeta?
  2. Como aplicar as ações de segurança de dados nos dispositivos de acesso à internet?
    2.1. Computadores (desktops e notebooks)
    2.2. Softwares
    2.3. Hardwares
    2.4. Colaboradores
  3. Como os profissionais de TI atuam?
  4. Os pilares da segurança da informação
    4.1. Confidencialidade
    4.2. Integridade
    4.3. Disponibilidade
    4.4. Autenticidade
    4.5. Irretratabilidade
    4.6. Conformidade
  5. Segurança da informação em serviços bancários
  6. Segurança das transações com criptomoedas
  7. Dicas para aumentar a segurança dos seus dados bancários
  8. Investimento em segurança é no Capitual
    8.1. Envio de informações pessoais
    8.2. Crie seu PIN
    8.3. Verificação de conta
    8.4. Habilitar a verificação de duas etapas (2FA)

O que é segurança de dados e como ela te afeta?

O conceito de segurança da informação se baseia em seis conceitos básicos: confidencialidade, integridade, disponibilidade, autenticidade, irretratabilidade (ou não repúdio) e conformidade.

Muitas pessoas não se atentam para o fato de que um simples 'encaminhar' de e-mail para um destinatário suspeito pode resultar no envio de dados restritos que podem ser usados contra uma pessoa ou empresa.

Lembrando que isso afeta diretamente a segurança dos seus dados bancários.

Em uma instituição, especialmente as financeiras, o ecossistema de segurança da informação engloba políticas, processos e métodos para que toda a circulação de dados ocorra de forma controlada, e, principalmente, segura.

Ter um departamento de TI preparado para administrar esses processos, criando métodos e os aplicando, além de fundamental, é necessário.

No mercado já existem ferramentas que auxiliam esses profissionais a atuarem de forma mais assertiva, contendo riscos e colaborando para manter a integridade e confidencialidade dos dados dos usuários.

A informação só está segura quando os usuários e a instituição (através do trabalho dos profissionais de TI) trabalham juntos, aderindo às melhores formas de conter o vazamento de informações sigilosas.

A questão da segurança de dados não trata somente da parte técnica da coisa, mas depende também da conscientização dos usuários sobre a prevenção contra ações que possam colocar suas próprias informações nas mãos de pessoas mal intencionadas.

É importante lembrar que todos os seus dispositivos estão conectados e podem ser uma porta de entrada para hackers, então, o cuidado tem que ser abrangente: acesso aos sites de costume, envio de e-mails particulares e outras tantas ações realizadas pela internet cotidianamente precisam ser revistas com frequência para que você não caia em "pegadinhas".

No contexto do uso da internet para fins de transações financeiras, isso se multiplica. Nada pode ficar de fora dos ecossistemas de proteção estabelecidos para cada tipo de transação. Todo cuidado ainda é pouco no que diz respeito a movimentações pela internet.


Todos os seus dispositivos estão conectados, então, é fundamental ter atenção a links duvidosos, emails desconhecidos e perfis fakes nas redes sociais

Como aplicar as ações de segurança de dados nos dispositivos de acesso à internet?

Em uma empresa financeira ou fintech, que são os focos de nosso artigo, toda a estrutura de cada instituição (serviços oferecidos e todos os colaboradores) está envolvida no desenvolvimento e aplicação das ações de segurança.

Contudo, os dispositivos tecnológicos que viabilizam a oferta de produtos e serviços financeiros merecem atenção especial, como é o caso de computadores, redes, softwares e hardwares são alguns exemplos.

Cada um deles desempenha um importante papel na “teia” da segurança de conteúdos sigilosos e precisam estar bem posicionados para que as engrenagens atuem de forma a, efetivamente, proteger os dados dos usuários.

Computadores (desktop e notebooks)

O computador é uma das principais ferramentas para trabalhar dados, especialmente pela internet. Através dele é possível salvar, criar e armazenar vários tipos de informações.

Sendo assim, é primordial que ele esteja bem protegido das mais diversas ameaças. Para isso, é possível contar com softwares e hardwares específicos.

Softwares

Um software de segurança age para identificar, prevenir, impedir e reparar as causas de sistemas maliciosos.

Pode ser focado em prevenir ou limitar os ataques externos à rede que você usa, seja desktop ou mobile, de modo que, os danos sejam mitigados.

Veja os principais softwares para manter a integridade de informações:

  • Antivírus;
  • Antispywares;
  • Antimalwares;
  • Firewall;
  • Proxy.

Esses recursos impedem que as ameaças explorem vulnerabilidades da rede da empresa financeira e efetuem um ciberataque.

Hardwares

Há um tipo de firewall em hardware que é a opção mais eficiente para potencializar a segurança dos dados. Nesse contexto, os hardwares permitem um gerenciamento mais abrangente sobre potenciais situações de risco para seu computador.

Além disso, o hardware é mais robusto em relação ao software de proteção, o que permite um melhor desempenho.

Colaboradores

Educar e dar suporte para que os colaboradores também administrem suas rotinas dentro dos ecossistemas de segurança é uma parte importante do processo nas organizações financeiras.

Ações individuais têm grande peso para o todo, pois se apenas uma pessoa violar as regras, pode ser aberta uma "brecha no escudo de proteção" e comprometer toda a rede, colocando em risco todos os dados.

Nessa cadeia, enfatizamos a atuação dos profissionais que estão diretamente envolvidos na execução e gerenciamento dos processos de segurança (normalmente as equipes de TI).

Além do time operacional, os gestores de projetos têm papel estratégico na divulgação das ações de segurança, garantindo que sejam cumpridas.


A segurança de dados sigilosos depende de ações de segurança por parte das instituições financeiras e do cuidado dos usuários

Como os profissionais de TI atuam?

No que diz respeito às instituições financeiras e fintechs, os profissionais que atuam na área da segurança da informação têm atribuições específicas, porém abrangentes.

Eles manuseiam as soluções de segurança que citamos acima: antivírus, firewall, antimalware, antispyware, antiramsonware e outros recursos, criando as melhores estratégias de acordo com cada tipo de empresa, tipo de produto, quantidade de colaboradores e usuários.

O objetivo principal é blindar as informações para que não saiam da rede de forma desordenada e evitar que pessoas entrem nessa mesma rede e tenham acesso aos dados de importância.

Além disso, esses especialistas fazem monitoramento constante das redes de dados para evitar ou minimizar os danos causados por possíveis ataques que possam se concretizar.

Quem está na linha de frente na luta contra as invasões e furto de informações sigilosas deve estar bastante atento ainda às falhas em sistemas de terceiros, que venham a ser descobertas, para notificar aos responsáveis.

Isso enfatiza o argumento que comentamos acima de que cada ação individual é fundamental para evitar abertura de brechas. Portanto, as políticas e normas estabelecidas pelas empresas precisam ser seguidas pelos usuários.

Definir políticas de acesso aos dados, de acordo com o nível hierárquico ou por departamento, também é uma estratégia que funciona dentro das organizações financeiras para limitar o número de pessoas trafegando pelas redes de dados.

O bloqueio de sites, sistemas e softwares é necessário, em alguns casos, dependendo da estratégia que a empresa adotar para segurança das informações.

Os pilares da segurança de dados

Os mecanismos de segurança de dados são compostos por seis pilares fundamentais: confidencialidade, integridade, disponibilidade, autenticidade, irretratabilidade (ou não repúdio) e conformidade.

Confidencialidade

Esse pilar está relacionado aos mecanismos efetivos para proteção do tráfego de dados.

A criptografia de informações é uma das ferramentas utilizadas nesse processo, entre outras.

A restrição de acessos dentro de uma empresa também visa alcançar a confidencialidade de certas informações.

Integridade

Manter a integridade de dados é fazer com que eles não sejam modificados e as organizações precisam agir para que essas informações não sofram nenhuma modificação sem autorização durante o armazenamento ou processamento.

Assim, a empresa garante que os destinatários recebam os dados da mesma forma que enviaram.

Disponibilidade

Levando em conta os dois pilares anteriores, as companhias precisam focar na disponibilidade dos dados aos usuários sempre que eles necessitem.

Seja através de softwares, hardwares e conexões, os usuários precisam ter acesso às informações que são deles.

Autenticidade

Para que as informações sejam provenientes de uma fonte confiável, foi estabelecido o pilar de autenticidade.

Nesse caso, é necessário manter um registro do autor de determinada informação para atestar sua veracidade.

Irretratabilidade (ou não repúdio)

Esse pilar tem como objetivo impedir que algum usuário negue a autoria de determinada informação.

Ou seja, nem autor ou receptor podem contestar qualquer tráfego de dados realizado entre eles.

Conformidade

Respeitar as normas vigentes dentro da companhia também é um dos pilares da segurança das informações, garantindo que os protocolos preestabelecidos sejam seguidos.

Segurança dos dados em serviços bancários

A quantidade de dados que trafegam diariamente em uma empresa financeira é enorme. Seja de maneira interna ou externa, essas informações precisam ser verificadas e protegidas constantemente.

Associados aos meios tradicionais, a geração de informações é ainda maior se levarmos em consideração a internet, que aumenta potencialmente a possibilidade de ciberataques.

Para que as ações tenham a efetividade necessária e esperada, tanto do ponto de vista humano quanto técnico, o investimento em tecnologia precisa ser abrangente.

  • Uso de softwares de proteção: antimalwares, antivírus e firewalls e outras estratégias usadas para os mais diversos tipos de “defesas virtuais”;
  • Identity and Access Management (IAM) - Gestão de Identidades e Acessos: divide os colaboradores em níveis com tipos de acessos específicos e monitoramento aprofundado;
  • Guia de boas práticas internas: conjunto de orientações sobre ações que são ou não apropriadas para os colaboradores dentro da organização, como não abrir e-mails suspeitos e não utilizar dispositivos nas máquinas da instituição sem que tenham passado por antivírus, entre outras;
  • Uso de tecnologias avançadas de criptografia para a proteção das movimentações.

Nesse cenário, uma tecnologia vem se popularizando para a proteção de dados bancários com bastante sucesso: a blockchain.

A blockchain é um sistema de registro de informações que torna difícil e, até mesmo, impossível a alteração ou hackeamento de dados. É, basicamente, um livro digital de transações duplicado e distribuído em toda a rede de computadores conectados.

Assim, é criada uma cadeia de dados interligados que formam uma verdadeira corrente, onde cada um dos blocos da cadeia é protegido por um código criptografado e guarda um determinado dado (como, por exemplo, uma transação bancária).

Ao receber uma validação, ele é somado aos demais blocos, através de um registro permanente e não pode mais ser alterado.

Segurança das transações com criptomoedas

Falar da tecnologia blockchain nos leva diretamente para a segurança das transações com criptomoedas.

Criptomoedas: tudo o que você precisa saber para começar a investir.
preparamos um guia completo detalhado com os principais conceitos relacionados às criptomoedas, seus diferentes tipos, usos e fundamentos, bem como o funcionamento da tecnologia que implica sua natureza absolutamente disruptiva.

Criptomoeda é um tipo de moeda digital fundamentada na inteligência artificial para servir às diferentes funções de dinheiro, de maneira segura, descentralizada e online.

Mesmo com toda informação acerca dos investimentos em criptoativos, muitas pessoas ainda têm insegurança nessa transação.

Para acabar de vez com esse mito, queremos que você entenda que, no que diz respeito aos criptoativos, a blockchain é inviolável.

Sendo assim, você tem total segurança, transparência e rastreabilidade para as movimentações.

Dicas para aumentar a segurança dos seus dados bancários

Como falamos até aqui, a segurança das informações depende do trabalho entre as empresas fornecedoras de serviços bancários e os usuários.

Apresentamos as ações e medidas que as instituições financeiras podem e devem adotar para garantir o sigilo dos seus dados.

A partir de agora, queremos sugerir algumas ações que você, enquanto usuário, pode implementar no seu dia a dia para aumentar a segurança dos seus dados bancários.

1- Fique bem atento à procedência dos sites que acessa, verificando o endereço dele;

2- Não clique em e-mails com endereços que não fazem parte do seu dia a dia ou de empresas com as quais você esteja acostumado a interagir;

3- Nunca, jamais, em tempo algum revele suas senhas para terceiros;

4- Fique atento a perfis fakes na internet (para ajudar com isso, as páginas confiáveis mostram selos de certificação).

5- Seja criativo nas suas senhas e as anote em locais confiáveis. Se você tem dificuldade, existem diversos aplicativos tanto para criação quanto para o gerenciamento de senhas;

6- Evite usar redes públicas, como as de hotéis e restaurantes, para realizar operações com dados sigilosos, dê preferência a conexões mobile;

7- Atualize seus aplicativos de acordo com a recomendação dos fabricantes. Não faça download de arquivos e anexos recebidos em mensagens de origem desconhecida.

Investimento em segurança é no Capitual

O Capitual é um banco digital multimoedas verdadeiramente inovador que está sempre focando esforços em garantir a segurança dos investimentos de seus usuários.

Para criar sua CapConta, por exemplo, você precisa seguir algumas etapas de segurança que validam e protegem sua identidade.

1- Baixe o aplicativo do Capitual, disponível para Android e iOS. Após o download, clique em “Criar minha Conta”.

2- Insira e confirme seus dados pessoais (endereço de e-mail, número de celular e senha).

3- Clique no banner para criar sua CapConta.

Envio de informações pessoais

Para que você prossiga com as etapas de verificação de identificação, é necessário concluir um passo a passo:

  1. Envio de dados pessoais (preenchimento de um formulário bem rápido com suas informações);
  2. Foto de um documento de identificação
  3. Comprovante de residência;
  4. Uma selfie.

Crie seu PIN

Depois do cadastro inicial, você cria um número de PIN, que é uma parte muito importante desse processo, pois é um número intransferível que você usa nas suas movimentações dentro da sua CapConta.

Dentro do próprio aplicativo você encontra todas as orientações para criar essa senha de quatro dígitos.

Verificação de conta

Em seguida, o Capitual criou um processo de verificação de conta para que você tenha acesso completo às funcionalidades do Capitual. Para isso, existem algumas etapas de verificação, que são elas:

Habilitar a verificação de duas etapas (2FA)

A adição de uma camada extra de segurança é altamente recomendada e com isso você não precisará esperar por códigos enviados via SMS ou e-mail. Ao invés disso, seu smartphone irá gerar esses códigos de forma offline. Para isso clique em “Habilite a autenticação em dois fatores” na barra de verificação de sua conta e sincronize sua conta do Capitual com seu dispositivo desejado.

Siga nossas redes sociais (Facebook, Instagram, Twitter, Youtube e LinkedIn) e conheça todas as vantagens que o Capitual oferece para você, claro, com total segurança dos seus dados.


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O Conteúdo deste Blog está disponível para fins meramente informativos e educacionais. Os artigos postados não constituem e não devem ser encarados, em nenhuma hipótese, como qualquer aconselhamento ou recomendação de investimento, tampouco como garantia de resultados ou rentabilidades em investimentos de qualquer natureza.

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Joanna Medeiros

Jornalista, produtora de conteúdo digital, MBA em Marketing e Comunicação. Acompanhando o mercado financeiro mudar através dos "olhos" da Capitual.