De acordo com um relatório investigativo, a Venezuela pretende aumentar o uso do Bitcoin para pagar importações com o intuito de contornar as sanções financeiras impostas pelos Estados Unidos.

Há não muito tempo, o governo Venezuela promoveu sua criptomoeda 'Petro' emitida pelo estado e supostamente lastreada por petróleo como um meio de troca tanto internacional quanto interno desde o lançamento do token em 2018. No entanto, a adoção deficiente do Petro forçou o regime a explorar outras criptomoedas incluindo Bitcoin e Ethereum.

Maduro começou a ameaçar publicamente o uso de Bitcoin e outros ativos criptográficos como meio de contornar as sanções em setembro, proclamando que seu governo em breve "usaria todas as criptomoedas do mundo, públicas, estatais ou privadas, para comércio interno e externo".

Em 8 de outubro, a Assembleia Nacional da Venezuela aprovou a Lei Anti-Bloqueio, concedendo mais poderes executivos para contornar as sanções impostas ao país, incluindo autorizar a criação ou uso de qualquer cripto ativo como instrumento monetário.

O governo venezuelano estabeleceu em novembro seu “Centro de Produção de Ativos Digitais”, um depósito de mineração de Bitcoin, conforme o país aumentava sua dependência de criptomoedas.

Na semana passada, o governo venezuelano lançou sua própria exchange de criptomoedas, apoiada pela Superintendência Nacional de Criptomoedas, para permitir que os cidadãos trocassem bolívares por bitcoins.

O Irã também colocou em ação uma lei para usar Bitcoin para pagar por importações, em um esforço para reduzir a pressão sobre a já frágil economia do país.